Por volta das 15h de hoje (25), um grupo de manifestantes invadiu a reitoria da USP (Universidade de São Paulo). A invasão aconteceu depois que a reitoria da universidade negou-se a receber estudantes que iriam participar da reunião de negociação Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e do Fórum das Seis (entidade que engloba representantes sindicais de professores e funcionários), de acordo com declaração do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).


 


O assunto tratado na reunião seria a proposta de unificação da USP, Unesp e Unicamp. Assim como, a proposta de reajuste de 6,05% para os profissionais que havia sido proposta e não aceita na reunião do dia 18/5.


 


A invasão não foi planejada e os estudantes tiveram as portas fechadas, é o que diz o diretor de comunicação do Sintusp. Já a assessoria de imprensa da USP, ainda não se pronunciou sobre a invasão, mas declarou que os funcionários se negaram a participar da reunião, que foi cancelada.


 
No entanto, às 18h30 os estudantes das três universidades públicas paulistas votaram e desocuparam o prédio da reitoria da universidade. Segundo Claudionor Brandão, ex-funcionário da USP e membro do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), o Sindicato não apoiou a invasão, já que esse seria um último recuso a ser utilizado.  


 


Os funcionários já estavam de grave desde o dia 5 deste mês, com as seguintes reivindicações:  contratação de novos funcionários e professores; a readmissão de Claudionor Brandão, que foi demitido em 2007. Assim como, a incorporação de funcionários e professores da Faenquil (Faculdade de Engenharia Química de Lorena) à USP; e mais verbas para a educação. Além da incorporação de uma parcela de R$ 200 aos salários e reajuste de 17% na remuneração. Os docentes também aderiram a paralisação nesta segunda (25).

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