O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou hoje que o Produto Interno Bruto (PIB) mundial contrairá entre 0,5% e 1% este ano, devido à piora das condições econômicas e os poucos avanços conseguidos para estabilizar o sistema financeiro.

Para o ano que vem, o FMI prevê um crescimento de entre 1,5% e 2,5%, um número “muito baixo em termos históricos”, disse um alto funcionário do organismo, que pediu para não ser identificado, em uma teleconferência realizada hoje em Washington.

Ninguém se salva das previsões da entidade, que revelou seus novos cálculos nos estudos econômicos que preparou para a reunião ministerial do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) do fim de semana passado, em Londres, e que divulgou hoje.

Apesar das previsões de arrefecimento, o FMI prevê que os países em desenvolvimento crescerão entre 1,5% e 2,5% em 2009, e dois pontos percentuais a mais em 2010.

A América Latina está particularmente prejudicada pela redução do crédito em nível mundial e da demanda externa, o que causará uma desaceleração “drástica” no Brasil e colocará o México em recessão, segundo os documentos.

O FMI não deu dados de crescimento por países.

Os países avançados sofrerão recessões “profundas”, com reduções de suas economias este ano de entre 3% e 3,5%, e uma subida dos números positivos em 2010, com crescimentos de entre 0% e 0,5%, segundo o FMI.

Os Estados Unidos encolherão 2,6% este ano; a zona do euro, 3,2%, e o Japão, que é o mais prejudicado pela queda do comércio mundial, 5,8%.

Neste contexto, a entidade pediu aos países que tenham espaço fiscal para essas possibilidades, e que tomem medidas de expansão fiscal para 2010 equivalentes a 2% de seu PIB, mencionando, especialmente, à Europa.

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