Catorze brasileiros ficaram feridos e uma mulher que estava grávida morreu durante ataque da população de Albina, cidade de quase dez mil habitantes localizada no Suriname, perto da fronteira com a Guiana Francesa, durante o Natal, em represália ao assassinato de um morador, que teria sido esfaqueado por um estrangeiro.

A Embaixada do Brasil no Suriname informou que o caso começou no dia 24, com a morte de um “marrom”, como são conhecidos os surinameses quilombolas, assassinado por um brasileiro que está foragido. O embaixador no Suriname, José Luiz Machado e Costa, revelou que a retaliação contou com a participação de 100 a 500 pessoas, que teriam ainda saqueado um shopping e tomado o cofre utilizado por um vendedor de ouro.

Todos os brasileiros que estão em Albina trabalhariam em atividades ligadas ao garimpo de ouro, atividade proibida no país, e vivem de maneira ilegal, sendo impossível garantir a quantidade de imigrantes, visto que estes são nômades e moram em tendas plásticas, abandonando os locais quando os garimpos param de produzir.

Segundo o embaixador, os “marrons” teriam atacado os brasileiros com facões, violentando as mulheres e assassinando a grávida com golpes no pescoço. Os cerca de 80 imigrantes que foram atacados acabaram transferidos para Panamaribo, capital do país e que está a aproximadamente 150 quilômetros de Albina, com os feridos internados em um hospital militar.

Quatro pessoas já foram presas e José Luiz revelou que, ao menos em sua opinião, os estrangeiros estão sendo bem tratados pelo governo local, com ministros pedindo desculpas pelo ataque em rede nacional, na noite da sexta-feira (25). O Ministério das Relações Exteriores ofereceu um avião da Força Aérea Brasileira para ajudar e buscar os imigrantes, mas isto depende das autoridades locais.

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