Apesar da queda no investimento total na economia do Brasil, o Investimento Estrangeiro Direto (IED) aumentou consideravelmente. Entre janeiro e maio deste ano, os estrangeiros aplicaram US$ 11,2 bilhões na economia nacional para a ampliação da capacidade das fábricas, do comércio, da agricultura e dos serviços.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), este é o segundo maior índice de IED da década. Os recursos equivalem ao volume total que entrou no País nos cinco primeiros meses de 1999, um ano de privatizações que atraiu grandes quantias de capital externo.

A perspectiva para 2009 é de que o IED atinja US$ 25 bilhões, no levantamento com o mercado financeiro feito pelo Banco Central (BC). Essa cifra deve ficar abaixo do recorde de US$ 45 bilhões alcançado em 2008. No entanto, se a projeção para 2009 se confirmar, o investimento estrangeiro deste ano será o sexto maior desde 1947, quando o BC iniciou a coleta de dados, e o quarto mais robusto desta década, apesar da crise.

No início do ano, houve uma redução estratégica no investimento estrangeiro porque as multinacionais remeteram dinheiro às matrizes, que estavam em situação difícil por causa da crise global. Passada a fase mais aguda da crise, agora essas companhias retomaram os investimentos no País em busca do potencial do mercado brasileiro.

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