Assim que chegar ao Brasil da viagem à América Central, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende resolver as divergências do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, com ruralistas e outros colegas de ministério.

Questionado se as críticas de Minc se transformaram em um problema para o governo, Lula minimizou o fato, afirmando que são visões diferentes. Porém, disse que todos devem ser cuidadosos ao dar opinião. “Às vezes, você não pode externar sua visão sem saber que repercussão pode ter no outro. Isso vale para  todo mundo”, afirmou em entrevista a jornalistas na Guatemala.

“Chego quinta-feira (4) a uma hora da manhã. Você vai perceber que, na sexta-feira [5], não vai ter mais problema de divergência”, acrescentou o presidente. Após a entrevista, Lula que seguiu para a Costa Rica.

As críticas do ministro Carlos Minc levaram a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), a protocolar denúncia por crime de responsabilidade contra Minc, por ter chamado os ruralistas de “vigaristas” e que “encolheram o rabinho de capeta e agora fingem defender a agricultura familiar”. A denúncia foi levada à Comissão de Ética Pública da Presidência da República e à Procuradoria-Geral da República.

Ao comentar, hoje, a denúncia da senadora, Carlos Minc afirmou que, se Kátia Abreu fosse presidente do país, implantaria o programa “Bolsa Latifúndio”.

Na semana passada, Minc reclamou com o presidente Lula que há ministros enfraquecendo a política ambiental, pois “combinam uma coisa e depois vão ao Parlamento, cada um com sua machadinha, patrocinar emendas que esquartejam e desfiguram a legislação ambiental”.

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