Dez agressores munidos com armas de fogo e granadas assassinaram os albinos Susann Vyegura e seu filho Desire Vyegura, de cinco anos, no Burundi, um pequeno país na África.

As duas vítimas tiveram seus braços e pernas arrancados, segundo informações de Kassim Kazungu, chefe da Associação Albina do Burundi. Os agressores removeram um olho de Desire e um seio de sua mãe, de acordo com Kazungu. O ataque aconteceu em Cankunko, a apenas 200 Km da capital do país, Bujumbura.

O avô de Desire, que não é albino, também acabou morto quando tentou proteger a vida de sua filha e neto.

Desde 2007 os ataques a albinos africanos são constantes. A Cruz Vermelha Internacional diz que 10 mil foram mortos ou tiveram que se esconder. Os moradores locais acreditam que as partes do corpo dos albinos trazem saúde e sucesso.

“As pessoas acreditam em bruxos mais do que em deus porque eles não podem ver deus”, disse Kazungu. “Vai levar muito tempo até que as pessoas mudem, mas se começarmos a educar as crianças poderemos ver uma mudança”.

Vicky Ntetema, do grupo Under The Same Sun (Sob o Mesmo Sol), conta que no Burundi de 14 casos de violência contra albinos, 14 pessoas foram incriminadas e presas. Na Tanzânia, onde existe até um mercado negro de órgãos e partes do corpo de albinos, de 57 assassinatos apenas duas pessoas foram condenadas.

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