Quem viu o show do quarteto inglês de pop rock McFly hoje (28), no Via Funchal, com certeza saiu da casa de shows balançado e emocionado pela competência e pelo total domínio de palco da banda, que não parou quieta um minuto sequer e teve a platéia do local a seus pés.

O repertório do show, como o vocalista Tom Fletcher havia adiantado na coletiva de imprensa, não teve nenhuma surpresa, reunindo os maiores hits da banda como All About You, That Girl e 5 Colours in Her Hair. O show foi uma compilação dos maiores sucessos da banda, sem nenhuma novidade ou improvisação.

A animação e a gritaria enlouquecida dos fãs do McFly, entretanto, mostrava que a platéia não estava muito preocupada com mudanças no repertório – para muitos, o maior sonho era ver o McFly ao vivo, não importa como. Mesmo sendo uma platéia formada quase que inteiramente por adolescentes com idades que variavam entre 12 a 16 anos de idade, não faltou energia e forças por parte dos fãs para dar aos integrantes da banda uma experiência única.

A platéia estava tão animada que era impossível distinguir quais das músicas eram ou não hits, porque todas eram cantadas em uníssono pelos fãs. E eles não podiam ter tido uma noite melhor, já que a banda mostrou, assim que pisou no palco, que toda a pose de rockstars que carregam em seus álbuns é convertida em boa música ao vivo.

A competência do McFly é inegável – Tom Fletcher, Danny Jones, Dougie Poynter e Harry Judd podem parecer só meninos que têm uma banda e sabem conquistar as fãs, mas a apresentação do McFly ao vivo comprova que eles sabem tocar, e bem. Os garotos do McFly não interagem com os fãs e fazem gracinhas no palco para tirar a atenção do som, e sim como uma parte natural do espetáculo que trazem em suas turnês.

A energia da banda ao vivo é impressionante, além da capacidade que os integrantes do McFly têm de compreender o público para o qual tocam e como conquistá-lo. Eles fizeram de tudo: arrotaram, afirmaram que adoraram as calcinhas que as fãs brasileiras jogaram no palco, tiraram sarro de tudo e não se levaram nem um pouco a sério. Estava claro que eles estavam se divertindo no palco, e a cada música eles agradeciam e comentavam algo que viam de interessante ou inusitado na platéia.

Essa comunicação direta com os fãs garante o apelo do McFly, mas por sorte a apresentação não ficou só nisso. Os vocalistas principais, Tom Fletcher e Danny Jones, mostram que sabem cantar com emoção, sintonia e afinação – embora Fletcher escorregue nos agudos –, e o resto da banda comprovou que o McFly não é um grupo de aparências.

A banda deu ao público exatamente o que ele queria: boas músicas, overdose de hits, conversa, tietagem e competência. Embora carreguem a denominação inevitável de banda teen, o McFly mostrou que é possível ser uma banda adolescente com um som honesto e contagiante. Se os fãs continuarão gostando do som da banda no futuro é outra história, mas o McFly é um alívio em meio a bandas adolescentes que se levam sempre a sério, não têm senso de humor e colocam a música em segundo plano.

O McFly retorna aos palcos de São Paulo no dia 29, também no Via Funchal, e continua a turnê brasileira no Rio de Janeiro no sábado (30) e no dia 2 em Porto Alegre.

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