O nepotismo está proibido nos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Apesar disso, parentes de funcionários efetivos ou comissionados do Senado encontram um jeitinho bem brasileiro de driblar a restrição imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo levantamento do jornal Folha de S. Paulo, ao menos 299 parentes de funcionários do Senado são empregados por empresas terceirizadas que têm contrato com a Casa.

A manobra é realizada a partir de uma brecha na lei, já que a súmula do Supremo não inclui a relação entre nepotismo e empresas terceirizadas que prestam serviços para órgãos públicos.

De acordo com o Senado, são 3.500 os funcionários terceirizados atualmente. Os 299 parentes trabalham para apenas 14 empresas que oferecem mão de obra para a Casa.

Entre os terceirizados que informaram ter parentes no Senado está Alexandre Rafael Carvalho Paim, sobrinho do senador Paulo Paim (PT-RS), que é funcionário da Adservis. A empresa é a que tem o maior número de parentes: 101. A maioria dos funcionários é filho, irmão ou sobrinho de servidores da Casa.

Agaciel Maia

As empresas Control Teleinformática e Mahvla Telecomm pertencem ao mesmo dono, Marcelo Almeida, empresário ligado a Agaciel Maia. Almeida tem dois contratos de terceirização de produtos e serviços na área de telefonia.

Ele vendeu ao Senado, por uma terceira empresa, equipamentos que transferem ligações. Em seguida, ganhou duas licitações, a um custo de R$ 7,5 milhões por ano, para manutenção dos equipamentos e para oferecer técnicos. Ao que tudo indica, os contratos foram superfaturados.

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