O campeão da Fórmula 1 será decidido pelo número de vitórias este ano, em detrimento do sistema por pontos adotado até hoje. A informação foi divulgada em nota pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), nesta terça-feira (dia 17), em Paris. O Mundial da F-1 de 2009 começa no próximo dia 29, com o Grande Prêmio da Austrália.



Se tivesse sido adotada em 2008, a fórmula teria dado ao brasileiro Felipe Massa o título. Afinal, ele terminou com seis triunfos, contra cinco de Lewis Hamilton, da McLaren. Mas o piloto da Ferrari fez 97 pontos, um a menos que o inglês. A partir de agora, os pontos só serão usados caso um ou mais pilotos terminem empatados na classificação.



A proposta foi feita pela Fórmula One Management, empresa do inglês Bernie Ecclestone, chefão da F-1. Entretanto, sua ideia de dar medalhas aos três primeiros colocados foi rechaçada. Também acabou recusada a mudança na distribuição de pontos. A intenção era valorizar o vencedor da prova, que ganharia 12 pontos contra os dez atuais. Além disso, o segundo e terceiro colocados levariam nove e sete pontos, um a mais que atualmente.



O vencedor continuará com dez pontos, o segundo oito e o terceiro, seis. O quarto leva cinco pontos, e assim sucessivamente até o oitavo.



A FIA também estabeleceu um orçamento máximo por equipe na temporada, que será de 30 milhões de libras (aproximadamente US$ 42 milhões) – incluindo também os salários dos pilotos. Ficarão de fora deste total, válido até 2012, os gastos com desenvolvimento de motor e multas a serem pagas à FIA. A afirmação foi feita por seu presidente, Max Mosley.



Por outro lado, será permitido às equipes mais liberdade técnica nos carros, com sistemas aerodinâmicos mais eficientes. Mosley explicou que a maioria das medidas de corte aplicadas nos últimos anos, como a limitação de materiais, treinos simuladores e túneis de vento, não será aplicada.



FIA oficializa a Brawn GP



A Brawn GP, equipe surgida a partir da estrutura da Honda, foi reconhecida oficialmente no Mundial da Fórmula 1 pela FIA. Apesar de ter sido criada a partir da saída da montadora japonesa, que alegou problemas por conta da crise financeira, o conselho mundial da FIA considerou a Brawn uma nova integrante do campeonato.



“O contrato da equipe com a FIA estipulava sua presença com o nome de Honda, o que seus integrantes não queriam. A inscrição foi aceita”, informou nota divulgada pela entidade.


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