Um dos maiores e mais tradicionais encontros de música do planeta, o Glastonbury Festival, na Inglaterra, chega aos 40 anos com uma preocupação ecológica ainda maior que nas edições anteriores. Criado em 1970, dois dias depois da morte de Jimi Hendrix, como o site divulga, o festival cresceu muito nas últimas décadas. Metronomy, The Specials, Kasabian, Blur, Franz Ferdinand, Bloc Party, Animal Collective e Slam são apenas alguns poucos nomes do line-up deste ano, entre os dias 24 e 28 de junho.

E com tantos shows e um grande publico, a produção de lixo e o impacto ambiental serão significativos. O problema não fica restrito somente ao local. Assim, o festival quer incentivar o transporte coletivo, já que a poluição causada por milhares de pessoas se deslocando pelas estradas do país poderia ser reduzida se uma boa parte deixar seus carros em casa e for de trem, ônibus, carona ou outros meios.  

Uma das preocupações é que o público, estimado em 150 mil pessoas, não urine no chão. Para evitar que o lençol freático e os riachos próximos sejam contaminados, milhares de banheiros serão instalados pela fazenda que receberá os palcos do evento. Além de coleta seletiva para dar conta de mais de 200 mil toneladas de resíduos, o festival distribuirá pequenos lixos para dispensar bitucas de cigarro. Os organizadores dizem que uma bituca pode contaminar até 8 litros de água, por isso a ação.

Por fim, painéis solares vão alimentar geradores de energia e a organização usará, na manutenção da fazenda Worthy, tratores abastecidos com biodisel.

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