Com necessidade de recuperar as perdas do Natal de 2008 por conta da crise, as grandes redes do varejo brasileiro iniciaram uma verdadeira guerra para estimular o consumo. Uma das estratégias mais usadas é oferecer prazos de parcelamento cada vez maiores. Existem também ofertas como dividir combustível em três vezes ou até mesmo alimentos típicos desta época em quatro parcelas.

De acordo com o Banco Central (BC) o prazo de quem compra uma televisão de LCD, em outubro, chegou a 513 dias. Quem fizer a compra deste produto hoje irá terminar de pagr somente no Natal de 2011. Nesta época, provavelmente, essa tecnologia estará superada.

Os financiamentos, que as lojas chamam de “sem juros” são realizados pelos cartões próprios do varejo, que fazem pareceria com instituições financeiras. E esses cartões de crédito, de acordo com levantamento da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), impulsionaram o endividamento do consumidor. Pela pesquisa, 68,2% dos 1.360 consumidores consultados na cidade de São Paulo este mês declararam ter dívida no cartão. Em dezembro do ano passado, a fatia do cartão era de 45,9%.

Nas lojas da rede Carrefour, por exemplo, o consumidor pode dividir eletrodomésticos em 24 vezes sem juros no cartão da loja. Já artigos de bazar, o parcelamento chega a 15 parcelas, enquanto os combustíveis podem ser pagos em três vezes. Há um ano, o prazo máximo de financiamento da loja era de 12 meses.

Já nas Casas Bahia, que agora faz parte do Grupo Pão de Açúcar, o parcelamento próprio é de até 17 meses. Nas lojas do Ponto Frio e Extra Eletro, as compras no cartão da loja chegam a 18 meses.

Para estimular consumo, varejistas ampliam prazos de financiamento

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