Pressionado pelo comando nacional do DEM, o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio, deverá se afastar por ao menos 60 dias da presidência regional da sigla, em pedido que será apresentado durante encontro para a análise do pedido de expulsão do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal. O objetivo do DEM é diminuir a pressão sobre o vice, uma vez que ele pode ser a opção para a eleição distrital no ano que vem.


 


Pesam contra os dois suspeitas de envolvimento do “Mensalão do DEM”, esquema de corrupção que veio a público com a divulgação de vídeos gravados por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucional, e que atingiu também o governador José Roberto Arruda, que para evitar a expulsão do DEM apresentou, antes, sua desfiliação da sigla.


 


A troca não resolverá a crise política no DEM-DF, uma vez que o controle da legenda ficaria com o deputado federal Osório Adriano, que também foi citado em conversas gravadas por Durval, sendo que este afirmou, em seu depoimento, que Adriano teria recebido R$ 200 mil, em mãos, o que comprovaria a participação no esquema.

Paulo Octávio deve deixar presidência do DEM-DF

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