A Petrobras anunciou nesta terça-feira (24/03), ao lado da Ergostech e da japonesa Sapporo, o lançamento de um projeto conjunto no Brasil para extrair hidrogênio de sobras de biomassa e utilizá-lo como energia.

Segundo um comunicado da Sapporo, é a primeira vez na história que se tenta tirar hidrogênio dos restos de biomassa através de uma instalação de extração piloto com um espaço interno de apenas um metro cúbico.

O experimento tentará dar um passo adiante nas tentativas de conseguir baratear a produção de hidrogênio, considerado por muitos o combustível ecológico do futuro. As três empresas vão iniciar o projeto de forma provisória e como primeiro passo à comercialização do hidrogênio que consigam produzir.

Em julho, será enviada de Tóquio ao Rio de Janeiro a tecnologia com a qual se pretende realizar a extração de biogás (hidrogênio e metano) a partir de produtos não alimentícios.

Dois meses depois, por volta de setembro, será instalada uma pequena usina piloto no laboratório da empresa de desenvolvimento de energias renováveis Ergostech, em Campinas, para posteriormente começarem os experimentos.

Os resíduos agroindustriais contêm uma elevada quantidade de carboidratos, já que se trata de substâncias orgânicas resistentes ao calor. A utilização destes recursos atrai cada vez mais a atenção no campo energético, pois permite uma redução significativa dos gases causadores do efeito estufa e a geração de energia alternativa a partir de produtos não alimentícios.

Com o projeto, a Sapporo, a Petrobras e a Ergostech pretendem obter uma energia mais limpa e reduzir o custo de produção do bio-hidrogênio, que por enquanto tem um preço similar ou até superior ao da gasolina.

Segundo a Sapporo, com este projeto, as três entidades querem ajudar na luta contra a mudança climática e impulsionar as relações de amizade entre Brasil e Japão.

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