Caroline Pivetta, que ficou conhecida como a “pichadora da Bienal” foi condenada a quatro anos de prisão, em regime semiaberto, por formação de quadrilha e destruição de bem protegido por lei.

Em outubro do ao ano passado, a jovem participou de uma invasão ao pavilhão da Bienal e pichou paredes e vidros, durante o primeiro dia de visitação da 28ª Bienal de São Paulo.

Quando a polícia chegou ao local, seus colegas conseguiram fugir, e apenas ela foi detida.

O advogado de Caroline, Augusto de Arruda Botelho, disse que vai recorrer da decisão, uma vez que a pena máxima para casos de pichação é de seis meses. “Ela foi condenada a dois anos por destruição de bem, sendo que nenhum bem foi destruído”, disse Botelho à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

Ele também rebate a condenação por formação de quadrilha. “A acusação era contra ela e outro colega. E não existe quadrilha de duas pessoas”, afirma.

Após a pichação, Caroline chegou a passar 53 dias presa, o que foi condenado inclusive pelos ministros dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e da Cultura, Juca Ferreira. Em janeiro deste ano, ela foi presa novamente, por suspeita de tentar furtar uma loja, mas foi solta cinco dias depois.

Caroline poderá recorrer da decisão em liberdade.

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