O presidente da Uefa, o ex-jogador francês Michel Platini, reconheceu nesta quarta-feira (dia 25), que existem “dificuldades reais” em relação à organização da Eurocopa de 2012 na Polônia e na Ucrânia. Segundo especialistas, o evento dará menos lucro do que a competição de 2008.



Em Copenhague, onde acontece o 33º Congresso da entidade, Platini disse que há riscos do ponto de vista da organização. “É a primeira vez que haverá uma Eurocopa no Leste Europeu, mas os dois países e a Uefa estão se dedicando para que o evento seja um sucesso.” Segundo o ex-jogador, a Eurocopa de 2012 é um dos quatro principais desafios da Uefa nos próximos meses, que incluem o “fair play” financeiro, as transferências de atletas menores de idade e o combate às apostas ilegais.



Platini lembrou ainda que o Comitê Executivo da Uefa aprovou na terça-feira (dia 24) a criação de um painel de controle financeiro, mas acrescentou que ainda faltam normas mais rigorosas, já que se trata de uma questão de “ética e sobrevivência”.



Sobre o controle de apostas ilegais, o presidente da entidade declarou que um novo sistema de alerta preventivo entrará em vigor na próxima temporada, nas duas principais divisões e nas Taças de cada país-membro.



Platini fez um balanço positivo de seus dois primeiros anos à frente da Uefa e enfatizou ter cumprido suas principais promessas. O francês ressaltou ter “posto fim a um grupo elitista de clubes” – em referência ao chamado G-14, que reunia 18 dos clubes mais poderosos da Europa -, o qual, segundo ele, colocava o futebol “em perigo”. Além disso, Platini lembrou as mudanças feitas nas competições interclubes e na Eurocopa, além da defesa da autonomia das federações nacionais.



Durante o Congresso, 12 dirigentes de federações de países-membros da Uefa concorrerão a nove vagas no Comitê Executivo da entidade. Além disso, o evento servirá para aprovação dos relatórios de Platini e do Comitê Executivo sobre as atividades da temporada 2007-2008.

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