Um tribunal de Berlim iniciou nesta terça-feira o julgamento do líder do Partido Nacional Democrata Alemão (NPD, em alemão), Udo Voigt, por incitação ao racismo e difamação.

Em 2006, ano da Copa do Mundo disputada na Alemanha, o partido de extrema-direita produziu panfletos que criticavam a presença do zagueiro Patrick Owomoyela na seleção local.

O atleta, que tem mãe alemã e pai nigeriano, e a federação local decidiram entrar com um processo contra o partido. “O objetivo da federação alemã é denunciar o racismo no esporte”, disse o advogado da entidade.

Em março de 2008, a Promotoria de Berlim acusou formalmente Voigt e outros dois membros do partido de participarem da criação de panfletos racistas com ofensas ao zagueiro.

O panfleto mostrava um jogador de costas, usando o número 25 – o mesmo de Owomoyela. A imagem era acompanhada pelo seguinte texto: “Branco, não só a cor da camisa! Por uma autêntica seleção nacional!”.
O jogador foi ao Tribunal como testemunha e disse que soube do panfleto através da imprensa, que lhe mostrou algumas cópias.

“Quando descobri que eram contra mim, me senti insultado, humilhado e ofendido”, disse.

Voigt e os outros dois membros do partido envolvidos no caso também são acusados de elaborar uma nova campanha racista. Desta vez, seria usada a imagem de um jogador branco junto a outros dez negros na seleção. A foto seria acompanhada do seguinte texto: “Seleção de 2010?”.

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