A previsão de analistas do mercado financeiro para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano subiu 4,30% para 4,31%. Para 2010, a estimativa foi alterada de 4,35% para 4,30%. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC) com base em projeções para os principais indicadores da economia.

As estimativas para o IPCA estão abaixo do centro da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional de 4,5% para 2009 e 2010. A meta tem margem inferior de 2,5% e superior de 6,5%. Cabe ao BC perseguir a meta de inflação e o instrumento usado é a taxa básica de juros, a Selic. Na previsão dos analistas, o BC não deve mais alterar os juros básicos neste ano. A Selic está atualmente em 8,75% ao ano. Para o final de 2010, foi mantida a previsão de que a taxa básica será de 9,25% ao ano.

O mercado financeiro também faz projeções para outros índices de inflação. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) neste ano passou de 4,21% para 4,20%. Para 2010, a previsão foi mantida em 4,45%.

Para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) e o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa para este ano é de deflação. A estimativa de queda para o IGP-DI passou de 0,26% para 0,20% e para o IGP-M foi alterada de 0,64% para 0,61%. Para esses dois índices, foi mantida a projeção de alta de 4,5% em 2010.

A projeção para os preços administrados em 2009 passou de 4,20% para 4,14% e permaneceu em 3,5% em 2010. Os preços administrados referem-se aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento e transporte urbano coletivo, entre outros).


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Projeção para o IPCA em 2009 tem ligeira alta