A revista britânica Economist publicou em sua última edição uma reportagem apontando os bancos brasileiros como exceção em um momento que instituições de todo o mundo contabilizam os prejuízos com a crise financeira internacional. A publicação comenta o corte de 1,5 ponto percentual da taxa Selic e afirma que novas reduções devem acontecer nos próximos meses.

A revista considera a novidade como um fato positivo, já que antes a moeda do Brasil era frágil e a inflação sempre era alta, o que impedia o país de adotar uma política econômica contínua. No entanto, a matéria fala também que os bancos não estão repassando a redução dos juros para os clientes, o que aumenta a discussão a respeito dos lucros dessas instituições.

Para a Economist, apesar de caros, os bancos brasileiros são seguros e que até agora nenhum deles apresentou problemas com a crise mundial. Uma das hipóteses apontadas é que os lucros com as atividades diárias são elevados, o que torna desnecessários assumir riscos.

Para exemplificar, a revista cita os exemplos do HSBC e do Citigroup, que enfrentam dificuldades em quase todos os países onde atuam, mas que no Brasil a operação das instituições é lucrativa.

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