Um psicólogo da University College Cork na Irlanda vai ser monitorado e passar por acompanhamento intensivo por dois anos. Tudo isso porque ele conversou com uma colega sobre um artigo científico que trata do sexo oral entre morcegos. 

Dylan Evans afirma que não teve intenção de ofender ninguém. A colega que o acusou de assédio sexual não entendeu uma piada que estava dentro do contexto. “Não houve o menor sinal de ofensa naquele momento”, diz Evans. Uma semana depois de entregar o artigo para a colega ele recebeu uma carta comunicando a punição.

“Foi ela quem pediu por uma cópia do artigo”, conta Evans. A acusadora se defende dizendo que só pediu a cópia para encerrar o assunto.

O estudo publicado em 2009 pela revista científica PLoS ONE dá conta de que uma espécie de morcegos frugívora da Ásia. As morceguinhas, malandras que são, praticam sexo oral durante a cópula, lambendo a base do pênis do macho. Para os pesquisadores, a prática demonstrou ser eficiente e prolongar o tempo de cópula do casal.

A punição foi muito criticada e a universidade está recebendo pressão internacional. Acadêmicos de vários lugares do mundo consideram a medida um absurdo e participaram de um abaixo-assinado.

Entre os acadêmicos estão os filósofos Daniel Dennett da Universidade Tufts em Medford, Massachusetts, e Steven Pinker, de Harvard.  Dennet chama a punição de “uma violação absurda das liberdades acadêmicas” e Pynker diz que o julgamento “absurdo e vergonhoso vai de encontro ao princípio da liberdade intelectual e liberdade de expressão, para não falar de senso comum”.

Até a Federação Irlandesa de Professores Universitários fez um pedido para que a direção da Universidade retire a punição. Michael Murphy, presidente da universidade, não se pronunciou sobre o caso.

Em tempos em que é normal vampiros brilharem com a luz do sol, morcegos praticarem sexo oral não poderia ser visto com nos olhos.

Veja abaixo o vídeo científico com cenas picantes entre um casal de morcegos de nariz curto:

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