O sumiço de Adriano, explicado como uma possível depressão, repercutiu nos principais jornais esportivos da Europa. “Deprimido por amor”, estampou um jornal espanhol. A situação, porém, mais complexa. Em entrevista ao jornal Extra, do Rio, o superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, que chegou a trabalhar com Adriano na breve passagem do atacante pelo clube paulista em 2008, declarou: “Adriano sofre de perturbação mental, tem devaneios. Precisa de tratamento psiquiátrico”.

Para descrever o comportamento de Adriano, Marco Aurélio disse na entrevista ao jornal carioca: “Ele não se embebeda todos os dias, mas se sai para a balada, a noite não tem fim”. A consequência dessa “balada sem fim” tem como resultado o não cumprimento dos compromissos no dia seguinte. Pior: “Adriano não gosta de ser cobrado no dia seguinte. E quando retorna aos treinos, aos compromissos, e é cobrado, fica deprimido pelo que fez”, continua o dirigente são-paulino. Para ele, o momento é delicado, mas não dá para passar a mão na cabeça do jogador. “Chega de paternalismo. É hora dele ser cobrado.”

Preocupado com o caso, que se complicou, o empresário do jogador, o ex-goleiro Gilmar Rinaldi, decidiu seguir sozinho para a Itália para definir com os dirigentes da Inter de Milão, atual clube de Adriano, o futuro daquele que ganhou o título de “Imperador” dentro das quatro linhas.

De acordo com o que foi publicado no jornal italiano Corriere dello Sport, Gilmar deve seguir na sgunda-feira (dia 13) para Milão. “Venho eu, não ele”, teria dito Gilmar. Sendo assim, Adriano continua no Brasil onde passa o feriado da Páscoa com a família. Sobre uma provável internação do jogador numa clínica de reabilitação, que Gilmar chegou a dizer ser necessário, ainda não está nada definido.

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