A situação econômica da América Latina ainda vai piorar antes de apresentar sinais positivos, afirmou hoje o Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) da região se contraia entre 0,5% e 1% este ano.

Essa contração estaria em linha com a média mundial.

“Pode ser que o pior momento ainda não tenha chegado, que a situação na região piore antes de melhorar”, afirmou hoje em entrevista coletiva o diretor do Departamento para Hemisfério Ocidental do FMI, Nicolás Eyzaguirre.

O ex-ministro da Fazenda do Chile disse que as grandes instituições financeiras continuarão reduzindo seus níveis de endividamento, um processo que provavelmente será “mais intenso” nos países emergentes.

Eyzaguirre indicou que não se pode descartar uma deterioração adicional da situação macroeconômica e financeira na região.

Nesse sentido, o diretor do FMI indicou que a situação dos bancos vai piorar à medida que a recessão se agrava, o que, por sua vez, provocará uma maior contração do crédito.

Além disso, afirmou que a região poderia sofrer as consequências adversas da pressão adicional sobre os preços das matérias-primas e uma maior depreciação de suas divisas.

“A situação é bastante delicada”, disse Eyzaguirre que, no entanto, reconheceu que a América Latina está enfrentando a atual crise de uma maneira muito melhor do que em ocasiões anteriores.

Nesse sentido, o funcionário do organismo afirmou que a região “costumava ser a mais volátil do mundo”, e destacou que em crises anteriores a América Latina registrou taxas de crescimento entre dois e três pontos percentuais inferiores à média mundial.

“Desta vez, o desempenho será igual à média mundial”, insistiu Eyzaguirre, que indicou que isso é possível graças às medidas macroeconômicas adotadas nos últimos anos para melhorar a economia da região.

O responsável do FMI para a América Latina indicou que a contração experimentada na região será suave em comparação com outras regiões que sofrerão quedas “significativas”, mas não apresentou números concretos, que serão publicados na reunião semestral do FMI e do Banco Mundial (BM) no final de abril.

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