Eventos patrocinados por prefeituras, igrejas ou com os custos divididos entre os noivos são responsáveis por elevar o número de casamentos no país. A queda no custo dos casamentos por meio de uniões coletivas, que refletem melhorias no acesso aos serviços de Justiça, faz com que mais casais formalizem suas uniões.

A constatação é da pesquisa Estatísticas do Registro Civil, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IIBGE), que apresenta dados de casamentos realizados no país entre os anos de 1998 e 2008.

No período, o destaque é o número de casamentos, que chegou a 6,7 uniões por grupo de mil brasileiros em 2008. No ano passado, foram 959,9 mil casamentos, a maioria de mulheres de 20 a 24 anos e de homens de 25 a 29 anos. Até então, o número mais alto registrado havia sido 6,8 (em 1995).

A pesquisa chama a atenção para a proporção de mulheres divorciadas que se uniram a homens solteiros – que subiu de 2,1% para 4,1% – em relação ao casamento de homens divorciados com mulheres solteiras, que passou de 4,6% para 7,4%.

O estado do Rio apresenta a maior frequência de mulheres divorciadas com homens solteiros: 5,4% do total. Por outro lado, tem a menor proporção de casamentos entre solteiros. No Distrito Federal, 10,1% dos casamentos eram de homens divorciados com mulheres solteiras, o maior índice do país.

As taxas mais elevadas de casamentos por cada mil habitantes foram registradas no Acre e no Espírito Santo, 12% e 9,6% respectivamente, enquanto o Pará (4,4%) e o Rio Grande do Sul (4,5%) registram as menores.

A pesquisa também revela que no ano passado foram feitas 98, 2 mil separações sem recursos nos tabelionatos. A taxa de divórcio (o total de divórcios por grupo de mil) atingiu 1,5% no ano. Nesse tipo de separação, 88,7% das mulheres ficaram com a guarda dos filhos.

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