Diante do calor que tem feito, é bom lembrar que a combinação ambiente fechado e ar-condicionado proporciona conforto durante os dias quentes, porém pode ser danosa à saúde ocular. A combinação é conveniente para a proliferação de viroses e baixa lubrificação ocular, principais agentes da conjuntivite viral e da síndrome do olho seco.

“O uso excessivo de ar-condicionado diminui a umidade do ambiente, ressecando o ar, o que provoca a evaporação da lágrima e gera o olho seco. A lágrima é importante também para a limpeza da superfície do olho, uma vez que possui várias enzimas que se espalham a cada piscada”, explica a oftalmologista Maria Lúcia Rios, do Hospital Oftalmológico de Brasília.

Há diferentes intensidades na manifestação da síndrome do olho seco. Todas merecem atenção e cuidados, pois o não tratamento das situações severas pode ter consequências sérias como o aparecimento de lesões na córnea.

As alternativas de tratamento vão desde a utilização de lágrimas artificiais, à aplicação de colírio para estimular a produção de lágrimas, ao fechamento do ponto lacrimal. Há ainda a prescrição de óleo de linhaça.

Conjuntivite

A proliferação da doença ocorre quando uma pessoa já contaminada fica em locais fechados com pouca ventilação, o que contribui para a proliferação da conjuntivite viral. “Trata-se de uma inflamação da membrana conjuntiva (fino tecido que recobre a esclera – a parte branca do olho)”, diz.

“A conjuntivite é diagnosticada diante de sintomas como: sensação de areia nos olhos, ardência, vermelhidão e inchaço. A primeira providência do médico é afastar o paciente das funções diárias por sete dias e em alguns casos o tratamento segue com o uso de compressas geladas. Sobre a inflamação, o organismo se responsabiliza em tratar”.

Conjuntivite Viral

O tempo para a cura da inflamação pode durar até 21 dias. “A inflamação pode ser gerada por membros da linhagem dos adenovirus, o tipo mais agressivo. Além dos sintomas comuns nos outros tipos de conjuntivite, ainda existe a possibilidade de embaçamento da visão, podendo, ao final da inflamação gerar cicatrizes na córnea”, relata.

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