A imigração de jovens jogadores para a Europa poderá começar a ser
solucionada. Michel Platini, presidente da Uefa, recebeu apoio dos principais
clubes e ligas do continente para barrar as transferências de atletas com menos
de 18 anos.

 

“Todos os quatro grupos [associações, clubes, ligas e jogadores] concordaram
no princípio de que não deverá haver transferências de menores [de jogadores com
menos de 18 anos] para e dentro da Europa”, disse o comunicado oficial da
entidade.

 

A intenção da Uefa é impedir que jogadores americanos e africanos continuem
sendo “traficados” para os países europeus por “empresários fantasmas”. Para
colocar em prática, a entidade assinou com a Associação de Clubes Europeus, que
tem 137 membros, a união de jogadores FIFPro e as Ligas Européias. Além disso, o
acordo prevê que atletas com menos de 18 anos deverão assinar um vínculo com
agremiações com os clubes que os treinou.

 

No Brasil, a legislação já protege os atletas, mas não tem sido muito
eficiente. Jogadores nacionais não podem atuar em clubes europeus antes de
completarem 18 anos por não possuírem idade legal para trabalhar. No entanto,
mesmo assim, os times têm levado os jogadores e esperando chegar a maioridade, o
que aconteceu com Alexandre Pato no Milan.

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