O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, emitiu na noite de quinta-feira um memorando que obriga hospitais a aceitarem a escolha do paciente a respeito de visitantes. Agora companheiros gays ou lésbicas terão direito de visitar e tomar decisões junto aos médicos como qualquer parente de sangue.

O comunicado de Obama diz respeito à opção de escolha do paciente sobre os visitantes. Agora o doente pode determinar quem são os visitantes liberados e quem será responsável pela tomada de decisões em caso de coma, por exemplo.

“Isso significa que médicos e enfermeiras nem sempre têm a melhor informação sobre o histórico médico dos pacientes. Alguns amigos e parentes próximos tampouco podem ser intermediários em algumas situações. Isso significa que uma experiência estressante, e por vezes terrível, fica ainda pior por desigualdade e falta de dignidade. Significa que muitas vezes pessoas são expostas ao sofrimento ou até morrem sozinhas, impedidas do conforto do companheiro nos últimos momentos de suas vidas enquanto uma pessoa amada foi deixada no corredor, morrendo de preocupação”, diz trecho no memorando.

A decisão não é apenas para famílias GLBT, mas para viúvos, membros de ordens religiosas diversas, e qualquer pessoa amada que não seja familiar. Ainda assim, Obama deixa claro que os casais homossexuais são “especialmente afetados, pois são sempre impedidos de ficar ao lado da cama de seus companheiros com quem podem ter passado décadas de suas vidas”.

É uma pena que ainda seja necessário um memorando do Presidente para que todos possam escolher as pessoas que amam.

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