Quando finalmente a batalha pela recuperação do buraco da camada de ozônio mostra resultados, uma nova pesquisa pode jogar um balde de água fria, ou melhor, de água quente nos ambientalistas. Segundo reportagem da revista especializada Geophysical Research Letters, o efeito estufa era atenuado na região da Antártida porque o buraco provocava a formação de nuvens úmidas que protegiam a região dos efeitos do aquecimento global.
 
De acordo com o professor de ciência atmosférica na Universidade de Leeds, Ken Carslaw, um dos que participaram do estudo, a recuperação do buraco na camada de ozônio, que se concentra principalmente sobre o continente gelado, vai reverter o fenômeno.

Dados meteorológicos coletados entre 1980 e 2000 mostram que o buraco aumentava a velocidade dos ventos, levando sal marinho para a atmosfera e resultando em nuvens mais úmidas que, por sua vez, refletiam mais luz solar e ajudavam a evitar o aquecimento na região.

Mas segundo a professora da Universidade do Colorado e pesquisadora da Agência Nacional Atmosférica e Oceânica dos EUA (NOAA), Judith Perlwitz, em entrevista publicada no jornal New York Times, o aquecimento global também provoca um aumento na velocidade dos ventos que pode equilibrar o reflexo da recuperação do buraco da camada de ozônio.

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