Quem pensa que religião e jovem são dois temas distantes, está muito enganado. Essas duas vértices estão cada vez mais conectadas. Por outro lado, segundo pesquisas feitas sobre o tema, o número de jovens “sem religião” tem crescido bastante nos últimos anos.

Porém, a porcentagem dos que dedicam grande parte da sua vida a determinada crença ainda é bastante expressivo. E mais, não são só os números que impressionam tanto, mas sim a devoção de alguns jovens.

Com base no trabalho sobre Juventude e Democracia do Ibase e Polis, de 2004, com oito mil jovens de seis regiões metropolitanas, podemos sacar quais são as religiões mais fortes entre os jovens brasileiros. O catolicismo (55%), seguida dos o evangelicismo (21,5%), e do espiritismo (2,8%). Porém, os chamados “sem religião” representam 16,3% (categoria que mais cresceu nos últimos cinco anos).

“Acredito que mais ou menos cinco milhões de pessoas, sendo pelo menos 10% jovens entre 15 e 24 anos, encontram nas igrejas um de seus principais espaços de socialização.”, diz a professora de teologia, Clara Nogueira.

Mas por que, entre tantas outras distrações do mundo moderno, alguns jovens encontram na religião um sentido para suas vidas? Para saber isso, perguntando para eles.

Gabriela Almeida, de 21 anos, é um desses jovens do qual nos referimos. Ela vai à igreja por prazer e participa de diversos programas dela, desde retiros espirituais até projetos sociais. “Sou evangélica e acredito que a Bíblia é um manual pra nossas vidas, e que perdemos muitas coisas se não a lermos. E minha fé, sem dúvida alguma, interfere em todos os setores da minha vida porque quando sabemos que há alguém com uma força superior cuidando de você todo o tempo, com certeza vemos tudo de outra forma. Acho que por isso que tenho uma paixão por ajudar os outros.”

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