Alérgico à tecnologia, homem decide se mudar para a floresta para fugir da radiação

Phil Inkley é alergico à tecnologia e precisou ir morar no meio de uma floresta

Ele era um engenheiro de som e produtor musical no Reino Unido. Tudo ia bem em sua vida e carreira, até ele notar que a radiação provocada por aparelhos eletrônicos lhe faziam sentir doente. Foi então que decidiu tomar uma decisão drástica, mudar para uma floresta, onde pudesse ficar longe de tudo e todos. 

 

Phil Inkley, de 36 anos, sofre de uma condição chamada hipersensibilidade eletromagnética (conhecida também como EHS), que causa uma intolerância ambiental a campos eletromagnéticos. Ele fica doente quando exposto à radiação de Wi-Fi, telefones sem fio, celulares, micro-ondas, computadores, antenas de telefonia, TVs e até mesmo baterias.

Segundo informações do “Daily Mail”, a doença provocava sintomas como sangramentos nas narinas, desmaios, perturbações do sono, queimação e dores de cabeça que fizeram com que Phil se sentisse tão mal a ponto de não conseguir viver entre as outras pessoas. Desta forma, foi “forçado” a viver sozinho em uma floresta por ser alérgico à tecnologia. 

Conforme relatos do rapaz, a doença o tornou incapaz de levar uma vida normal. Desta forma, ele perdeu sua vida social, trabalho, dinheiro e, por isso, foi morar em um trailer. “Eu estava tão mal que viver na floresta salvou minha vida. Ao vir para cá, foi a única vez que pude dormir um pouco e controlar a dor excruciante. Perdi minha vida social, amorosa e meu trabalho, porque estou sempre doente e só posso trabalhar em locais com pouca radiação, por causa disso, o dinheiro está curto”, lamentou. 

Os médicos temem que a radiação possa ter causado um tumor ou hemorragia no cérebro de Phil, mas não podem fazer uma ressonância magnética devido à rejeição de seu corpo às ondas. 

Atualmente a EHS não é aceita como doença no Reino Unido, acredita-se que os sintomas sejam apenas psicológicos. Mas aqueles que afirmam ter a condição, atribuem seus sintomas aos campos eletromagnéticos e tecnologia de transmissão.

“Eu sempre fui ligado à tecnologia. A comunicação é uma coisa boa e ser alérgico a ela me deixou muito solitário. Não posso visitar ou ligar para os meus amigos, ou até mesmo fazer coisas simples como ir ao pub, porque as pessoas têm telefones celulares ou pode haver um televisor ou Wi-Fi gratuito. Eu não posso ter vizinhos ou viver em uma rua residencial”, finaliza Phil. 

O especialista, Dr. Andrew Tresidder, afirma que, “Há pesquisas cientificas consideráveis mostrando os efeitos adversos dos campos eletromagnéticos no sistema biológico, inclusive, nos seres humanos. Mas o Governo, no momento, considera que a questão é psicológica”. 

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