Cientistas argentinos encontraram restos de um dinossauro saurópode diplodócido na Patagônia argentina, o primeiro de sua espécie achado na América do Sul e “único” no mundo correspondente ao período Cretáceo, informaram nesta quinta-feira à Agência Efe membros da equipe de pesquisadores.

Trata-se dos fósseis de oito vértebras pertencentes a um diplodócido de nove metros de comprimento, o menor achado de sua espécie até o momento, descobertas na cidade de Bajada Colorada, na província de Neuquén.

“Esta descoberta representa o primeiro diplodócido achado na América do Sul, o que nos mostra que estavam mais distribuídos do que se pensava, e representa também a sobrevivência deste grupo dentro do Cretáceo”, explicou Pablo Gallina, paleontólogo e cientista do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (CONICET).

Até este descobrimento se achava que os diplodócidos só habitavam o hemisfério norte e que se extinguiram há 150 milhões de anos, ao final do Jurássico.

O espécime achado, que foi batizado como Leinkupal (em idioma mapuche “família que desaparece”) Laticauda (em latim, “cauda larga”), data de 140 milhões de anos atrás, “dez milhões mais moderno que o resto dos diplodócidos de outras partes do mundo”, sustentou Gallina.

Os diplodócidos pertenciam à família dos saurópodos, “os grandes dinossauros herbívoros de pescoço e cauda longa e uma cabeça pequena em relação a seu corpo”, que chegaram a ter tamanhos descomunais de até 40 metros.

O paleontólogo afirmou que estes dinossauros “tinham a característica de possuir uma longa cauda com uma musculatura grande, o que lhes permitia realizar movimentos de chicote para defender-se de prováveis predadores”.

“Particularmente, este novo achado tem um desenvolvimento ainda maior dessa musculatura na caudas e por foi denominado ‘de cauda larga'”, acrescentou.

Os fósseis estão no Museu Bachmann da cidade de El Chocón, a 990 quilômetros de Buenos Aires, mas não estão abertos ao público.

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