O pequeno Morgan Taylor tem 4 anos, vive na Inglaterra e não pode ser contrariado. O pequeno também não pode brincar tranquilamente, com medo de sofrer algum arranhão ou ralado no joelho, já que qualquer um desses mínimos contratempos poderia matá-lo. Tudo isso por causa de uma doença rara: ele tem insuficiência adrenal, doença que impede a produção do hormônio que combate o estresse.

Segundo reportagem do “Daily Mail”, Morgan não produz o hormônio cortisol, assim, seu corpo começa a se “desligar”, caso não seja medicado com uma injeção “salva-vidas” num período de até 30 minutos após qualquer tipo de evento estressante.

“Todos os dias fico contando os minutos no relógio até que Morgan chegue da escola. Eu sinto falta dele e é difícil ficar longe, porque me preocupo com o que possa estar acontecendo. Ele é minha responsabilidade, mas eu quero que ele seja um menino normal e vá para o colégio, que conviva com outras crianças”, explica a mãe, Susan Murwald, ao jornal.

O diagnóstico da doença incomum foi dado logo após o parto do garoto, que nasceu de sete meses e pesando cerca de 600g. Quando tinha apenas uma semana de vida, ele contraiu uma infecção no intestino e os pais foram orientados a esperar pelo pior, já que os médicos achavam que o menino não era forte o suficiente para sobreviver. Mas, felizmente, o pequeno lutador não se deu por vencido e se recuperou.

Os problemas no início de sua vida foram quase que uma prévia do que estava por vir e agora, já grandinho, a síndrome o limita de várias coisas, mas não o impede de fazer um pouco de tudo. Entre os sintomas da doença, também conhecida como doença de Addison, estão a fadiga e fraqueza muscular, tonturas, náuseas, perda de apetite e dor de estômago.

“Se eu ou você cairmos, o nosso corpo vai lidar com o estresse daquela situação, mas o corpo de Morgan não pode fazer isso. Até se ele tiver uma discussão com alguém, ele não será capaz de sentar e se acalmar. Qualquer tipo de choque para o sistema físico ou emocional, significa que ele precisa de uma injeção de cortisol, já que seu corpo não pode liberar este hormônio naturalmente”, explica Neil Taylor, pai do garoto.

Segundo ele, caso a injeção não venha após o estresse, o corpo do filho vai se desligando aos poucos. “Temos que levar seu kit para onde quer que vamos. Um simples passeio no parque ou uma voltinha em lojas pode ser perigoso”, diz.

Além de todos esses contratempos, o menino ainda tem problemas de crescimento, doença pulmonar crônica e um anomalia cardíaca que desencadeia problemas de comportamento.

“Ele sabe tudo sobre sua condição e sabe para que são as injeções. Ele está consciente de que precisa ser cauteloso e deve pedir permissão para praticar esporte de contato”, lembram os pais. Segundo eles, todos os funcionários da escola estão treinados para aplicar o medicamento quando necessário.

Mesmo com todos os contratempos, Susan e Neil garantem que o filho é muito feliz e brincalhão. “É de partir o coração, realmente, porque ele sempre tem um sorriso no rosto, não importa o que aconteça. Nós não sabemos o que o futuro reserva para ele, mas ao mesmo tempo ele está feliz e isso é tudo o que posso querer”, finaliza a mãe.

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