Você já deve ter ouvido seu avô falar dos tempos em que ele jogava futebol com bola de meia, brincava de bolinha de gude e peão, certo? Acontece que esse tempo ficou para trás e as brincadeiras de antes foram trocadas por um monitor de LCD e um teclado. As facilidades e as diversas opções de lazer que a internet traz, acabaram seduzindo o jovem do século 21.

Em 3 de novembro de 1999, Mateus Costa Meira, estudante de medicina, entrou no Shopping Morumbi com uma submetralhadora e, aleatóriamente, atirou por cerca de três minutos. “Foi constatado que ele usava o computador para jogar aqueles jogos de assassinato”, afirma Dr. Cristiano Nabuco, psicólogo e coordenador do Grupo de Tratamento de Dependência de Internet.

O médico alerta sobre outros males que o uso em excesso do computador pode trazer. “Na verdade, não é somente a questão do jogo. Ele talvez seja um dos elementos. O jovem acaba aceitando tendências para se sentir legitimado. No Orkut, por exemplo, quanto mais amigos ele tem, maior será sua aceitação”, diz.

A verdade é que antigamente uma pessoa não tinha o computador em casa. Ela precisava sair para poder jogar fliperama. “A tendência é o uso da internet aumentar. Antes, eu ia estudar na biblioteca. Hoje, eu abro um site de pesquisas e tenho meu trabalho pronto”, é o que diz o Dr. Cristiano.

Outro problema (ou solução) é que a internet evita as conversas cara à cara. Com os programas de mensagens instantâneas, os jovens discutem assuntos sérios e até xavecam pela net. “Muitas pessoas têm essa dificuldade de abordagem. Com as mensagens instantâneas, você tem tempo para pensar numa resposta, você pode ensaiar até acertar. Isso torna a internet um refúgio. Os jovens trocam e-mails, chegam na balada e já metem o beijo”, afirma o psicólogo.

É importante saber que o computador não deve ser usado para escapar da vida real. Ele deve ser encarado apenas como um meio de lazer (a não ser quando você tem que usá-lo para trabalhar, claro). Se usado moderadamente, pode ser ótimo para conversarmos com pessoas que não vemos há muito tempo e, até mesmo, com parentes distantes.

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