A Estação Internacional de Canfranc, localizada na região de Huesca (Espanha), já foi uma das maiores e mais charmosas estações de trem do mundo. Inaugurada em 1928, acompanhou a história europeia e caiu sob o jugo nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Posteriormente, mesmo voltando ao domínio espanhol, foi progressivamente abandonada até se tornar nada mais que um prédio vazio e depredado. As aparências, porém, escondem um segredo: seus túneis subterrâneos abrigam laboratórios que investigam os mistérios da matéria negra – uma forma de matéria que comporia 23% da densidade total do universo. 

Por se situar na fronteira entre a Espanha e a França, a estação era a peça mais importante para o transporte entre esses dois países e atraía inúmeros viajantes bem afortunados, que se estabeleciam nos caros e luxuosos hotéis estabelecidos no entorno da estação.

Durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39) foi fechada, reabrindo logo em seguida e transformada, no início da Segunda Guerra Mundial, em uma rota importante de fuga da Europa ocupada pelos nazista. Até que por volta de 1940, os nazistas tomaram conhecimento da importância estratégica da estação e a dominaram, transformando a estação em uma via de escoamento para o ouro pilhado de todas as regiões ocupadas da Europa.

Após a guerra, nas décadas de 50 e 60, a estação retomou as operações, sendo até usada como cenário para cenas do filme Doutor Jivago (1965), baseado no romance de mesmo nome de Boris Pasternak. As operações voltariam a ser fechadas, e desta vez permanentemente, depois de um acidente ocorrido em função do descarrilamento de um trem, que vinha da França.

Foi só em 1985, que físicos espanhóis conceberam que ali poderia ser um lugar perfeito para a construção de um laboratório subterrâneo.

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