Nosso eterno colega Luiz Filipe Tavares, que já foi repórter do Virgula Música, chamou minha atenção para uma notícia do mundo da literatura. Uma editora americana vai alterar o texto do clássico As Aventuras de Huckleberry Finn e excluir o termo “nigger” do livro.

“Nigger” é considerado um termo pejorativo para falar sobre afro-decendentes, algo como o “preto” usado preconceituosamente no Brasil. Por conta da utilização dessa palavra e pelo fato de Jim, personagem negro escravo, ser o mais ignorante do livro, é considerado um livro racista por muitas pessoas.

O romance de Mark Twain, publicado em 1884, vai ser alterado por uma editora do Alabama, estado em que o casamento inter-racial era proibido por lei até o ano 2000.

A explicação vem do Dr Alan Gribben da Universidade de Auburn, expert em Twain. Ele diz que a ideia é substituir “dois epítetos ofensivos” para acabar com a “censura preemptiva que fez com que o livro fosse deixado de lado pelos currículos escolares ao redor do mundo”.

Se por um lado a mudança vai permitir que uma obra histórica volte para as mochilas sem ofender ninguém, por outro altera consigo a representação de um momento histórico. Registros como esse podem ser importantes sobretudo para que certos comportamentos não sejam repetidos.

Link via @Polaco_

Huckleberry Finn ganha versão sem racismo

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