Para alguns, a possibilidade de consumir é quase sinônimo de existir socialmente. Uma subcultura seguida por jovens negros da África do Sul, intitulada Izikhothane, leva a esse tipo de existência muito a sério. Seus seguidores, a maioria de famílias de classe trabalhadora, não se contentam em comprar roupas de grife. Eles realizam batalhas de dança com gangues rivais em que, frequentemente, destroem seus panos Armani e botam fogo em dinheiro.

Uma reportagem em vídeo do canal Vocativ (veja aqui embaixo) retrata o estilo de vida desses jovens. “As pessoas têm de ver que, quando você anda, você vale milhares. Eu não poderia sair por aí usando tênis e jeans. Eu seria a piada do ano se fizesse isso”, diz She-Ra, um jovem entrevistado.

Os adeptos da cultura Izikhothane pertencem a uma geração que não sentiu na pele o Apartheid, regime de segregação racial adotado pela minoria branca, governante entre 1948 e 1994 na África do Sul. “Ter nascido livre significa podermos comprar onde quisermos. O país não está sob opressão”, diz o rapaz.

Pessoas mais velhas expressam preocupação na reportagem. “Eles rasgam roupas e dinheiro, se esquecendo de que somos pobres e temos dificuldades para obter dinheiro. O que diabos é esse Izikhothane?”, diz uma mulher.

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