Em São Paulo, dentro da programação da X Bienal de Arquitetura acontece o Festival Baixo Centro, que entre as atrações deste ano pretende transformar o Minhocão em uma piscina olímpica no dia 1º de dezembro. Não é a primeira vez que piscinas são instaladas no Elevado Costa e Silva em dias de lazer. A novidade é que o Minhocão será a própria piscina: uma pista será fechada e lotada de água, trazida por cinco caminhões-pipa.

O local exato onde será montada a instalação está sendo delimitado. Terá cinquenta metros de extensão e a largura de uma das pistas do elevado. O único problema é que a piscina será rasa: o espelho d’água não chegará a trinta centímetros de profundidade.

Mas a boa notícia é que a água será tratada com cloro e todo mundo vai poder se jogar na instalação em uma grande festa, que contará com a presença de vários DJs até as 10 horas da noite. A chamada do projeto na página do Facebook inclusive avisa que a obra é aberta a apropriações de todos os tipos. E depois, na desmontagem, outra festa: a água da piscina será usada para lavar a cidade.

As referências para a obra são o Crelazer de Hélio Oiticica e a área de convivência do Sesc Pompeia, um projeto da arquiteta Lina Bo Bardi. A ideia é tratar o lazer como momento de integração e serve como semente para o parque que a recém-criada Associação Parque Minhocão quer fazer no local.

Uma das inspirações para a instalação é o projeto Cheonggyecheon, realizado em Seul há oito anos, onde a recuperação de um riacho, antes polêmica, acabou transformando a cidade em um lugar essencialmente melhor. Confira no vídeo, clicando aqui!

Sem mais artigos