As caras das cédulas de dinheiro antigas

<b>Carinha da nota:</b> Getúlio Dornelles Vargas (1883-1954), o rapaz que foi presidente do Brasil por 15 anos e depois por mais três e que, no fim, decidiu, com um tiro, sair 'da vida para entrar na história'
<b>Carinha da nota:</b> Princesa Isabel (1846-1921), a filha abolicionista prafrentex de D. Pedro II que assinou a Lei Áurea e, com isso, proibiu a escravidão no Brasil
<b>Carinha da nota:</b> D. Pedro II (1825-1891), o bróder que virou imperador do Brasil com 5 anos e que lutou na Guerra do Paraguai
<b>Carinha da nota:</b> D. João VI (1767-1826), o rei de Portugal que deu no pé para o Brasil quando Napoleão dominou tudo pelo Velho Mundo. Pai de D. Pedro e marido da Dona Carlota Joaquina
<b>Carinha da nota:</b> Pedro Álvares Cabral *1467 - 1520), o capitão da expedição portuguesa que chegou no Brasil depois dos índios, em 1500, mas que chamam de
<b>Carinha da nota:</b>Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier, 1746-1792), o dentista que morreu enforcado pagando o pato dos inconfidentes, a turma de ativistas políticos que se revoltou contra o domínio e a falta de coração de Portugal
<b>Carinha da nota:</b> Alberto Santos Dumont (1873-1932), o inventor do primeiro avião mecânico (o 14-Bis) e do relógio de pulso (o precursor do Apple Watch e coisa e tal)
<b>Carinha da nota:</b> Efígie da República, a mesma que aparece nas nossas notas de real. A figura alegórica, chamada Marianne, representa a liberdade do regime republicano. É a mesma que aparece com a bandeira francesa naquele quadro famoso do Eugène Delacroix, A Liberdade Guiando o Povo
<b>Carinha da nota:</b> D. Pedro I (1798-1834), o cara que se recusou a voltar a Portugal, depois de receber a ordem de Portugal, que proclamou a independência do Brasil e que se tornou o primeiro imperador do país
<b>Carinha da nota:</b> D. Pedro II (1825-1891), o mesmo imperador do Brasil da primeira nota de 100 cruzeiros
<b>Carinha da nota:</b> Marechal Manuel Deodoro da Fonseca (1827-1892), o amigo do imperador D. Pedro II que se voltou contra o cara, o derrubou do trono e se tornou o primeiro presidente do Brasil
<b>Carinha da nota:</b> Marechal Floriano Vieira Peixoto (1839-1895), vice do Marechal Deodoro e segundo presidente da história do Brasil
<b>Carinha da nota:</b> Aqui não é um carinha, são vários carinhas. Essas figuras representam a evolução étnica brasileira, numa sequência das dirversas raças que compõem nosso Brasilzão
<b>Carinha da nota:</b> Barão do Rio Branco (José Maria da Silva Paranhos - 1845-1912), o patrono da diplomacia brasileira, ministro das Relações Exteriores entre 1902 e 1912. Ele é lembrado por ter negociado e consolidado fronteiras do Brasil com vizinhos sul-americanos (sem sua lábia, o Brasil seria menorzinho hoje)
<b>Carinha da nota:</b> Duque de Caxias (Luís Alves de Lima e Silva - 1802-1880), o marechal que ensinou esgrima ao pequeno D. Pedro II e que liderou o Brasil no massacre que foi a Guerra do Paraguai
<b>Carinha da nota:</b> Princesa Isabel (1846-1921), a mesma mina da nota de 50 cruzeiros antigos, a princesa abolicionista e coisa e tal
<b>Carinha da nota:</b> Marechal Manuel Deodoro da Fonseca (1827-1892), primeiro presidente do Brasil, o mesmo maluco da nota de 50 cruzeiros, em versão ainda mais barbudona
<b>Carinha da nota:</b> Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco (1900-1967), golpista e cerceador de liberdades. Primeiro presidente da ditadura militar no Brasil e articulador do golpe que derrubou o presidente João Goulart
<b>Carinha da nota:</b> Ruy Barbosa de Oliveira (1849-1923), coautor da constituição da Primeira República do Brasil e primeiro ministro da Fazenda do país. O cara foi também foi deputado e senador
<b>Carinha da nota:</b> Oswaldo Gonçalves Cruz (1872-1917), médico sanitarista que coordenou campanhas de erradicação da varíola e da febre amarela no Brasil. O homem com quem o povão se revoltou em 1903, depois da instituição da vacina obrigatória no Rio de Janeiro
<b>Carinha da nota:</b> Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976), o presidente que ficou conhecido por fazer uma porrada de obras pelo Brasil, com seu Plano de Metas, por construir Brasília e por enterrar o governo em dívidas com tudo isso
<b>Carinha da nota:</b> Ruy Barbosa de Oliveira (1849-1923), o cara que já apareceu na nota de 10 mil cruzeiros, ministro da Fazenda e um dos coautores da constituição da Primeira República
<b>Carinha da nota:</b> Oswaldo Gonçalves Cruz (1872-1917), o médico bacanão da nota de 50 mil cruzeiros
<b>Carinha da nota:</b> Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976), o presidente que construiu Brasília da nota de 100 mil cruzeiros
<b>Carinha da nota:</b> Heitor Villa-Lobos (1887-1959), compositor de algumas das peças musicais mais bonitas já feitas (ouve as Bachianas Nº5) e estudioso da música folclórica brasileira. Estava metido com a galera do movimento Modernista da década de 20
<b>Carinha da nota:</b> Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), autor de uma porrada de romances e contos incríveis (Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro, A Causa Secreta...) e leitura obrigatória no vestibular
<b>Carinha da nota:</b> Cândido Torquato Portinari (1903-1962), um dos maiores pintores do Modernismo brasileiro, ao lado de seu painel Tiradentes
<b>Carinha da nota:</b> Carlos Chagas (1879-1934), médico sanitarista bróder de Oswaldo Cruz, responsável por descobrir e descrever a Doença de Chagas, transmitidos por barbeiros, uma espécie de inseto
<b>Carinha da nota:</b> Carlos Drumond de Andrade (1902-1987), o poeta que escrevia, em versos livres, coisas bonitas e coisas melancólicas sobre Itabira, sua cidade natal, e sobre o mundo
<b>Carinha da nota:</b> Cecília Meireles (1901-1964), um dos mais importantes poetas em língua portuguesa. Autora de Ou Isto ou Aquilo e Romanceiro da Inconfidência, ela também mandava muito bem na pintura
<b>Carinha da nota:</b> Efígie da República, interpretada sob a forma de escultura
<b>Carinha da nota:</b> Augusto Ruschi (1915-1986), Augusto Ruschi (não, não é o Saddam), agrônomo, indianista e ecologista. O cara foi um dos pioneiros no combate ao desmatamento da Amazônia e se meteu em brigas feias com empresas ecologicamente incorretas
<b>Carinha da nota:</b> Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon (1865-1958), o sertanista que desbravou terras e estabeleceu relações cordiais com índios para levar linhas telegráficas para o Centro-Oeste
<b>Carinha da nota:</b> A efígie da República mais uma vez
<b>Carinha da nota:</b> Antônio Carlos Gomes (1836-1896), o compositor de óperas que escreveu O Guarani, aquela música da Voz do Brasil (lembrou?)
<b>Carinha da nota:</b> Vital Brazil (1865-1950), mais um médico a estampar cédulas brasileiras. Um de seus méritos foi ter desenvolvido materiais informativos que ensinavam a se proteger contra cobras e animais peçonhentos
<b>Carinha da nota:</b> Luís da Câmara Cascudo (1898-1986), um dos maiores estudiosos da cultura folclórica brasileira. Ele escreveu 31 livros sobre o assunto
<b>Carinha da nota:</b> Um beija-flor alimentando filhotes no ninho (ai que fofo!)
<b>Carinha da nota:</b> Mário de Andrade (1893-1945), escritor modernista, autor do livro de poesias Pauliceia Desvairada e daquela romance sobre o indiozinho preguiçoso... Macunaíma
<b>Carinha da nota:</b> Anísio Spínola Teixeira (1900-1971), o educador que revolucionou a forma de se pensar educação no Brasil ao difundir os preceitos da Escola Nova, movimento que favorece o desenvolvimento do intelecto em detrimento da memorização
<b>Carinha da nota:</b> Um gaúcho, em frente às ruínas da Igreja de São Miguel das Missões (RS), construída pelos jesuítas
<b>Carinha da nota:</b> Uma baiana com torços e colares

Quem tem menos de 20 anos provavelmente nunca pegou uma nota de 100 cruzeiros nas mãos. Nos anos 90, era uma cédula amarelada, com o rosto da poetisa Cecília Meireles estampado. As mães davam aos filhos para comprar cigarrinhos de chocolate Pan na padaria e coisa e tal.

O rol de ilustres que estiveram em notas de dinheiro brasileiras, a propósito, é bem heterogêneo: há escritores, pintores, médicos, biólogos, educadores, presidentes e imperadores (nas fotos e legendas da galeria aqui em cima, a gente conta quem foi cada um deles).

Tivemos, no Brasil, oito alterações de padrão monetário. Em 1942, durante o Estado Novo, o presidente Getúlio Vargas mudou a moeda de réis (usada desde quando o Brasil era colônia de Portugal) para cruzeiro, com o objetivo de uniformizar a grana em circulação. Em seguida, tivemos cruzeiro novo, cruzeiro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro (mais uma vez), cruzeiro real e, finalmente, real (que não tem famoso algum estampado, blergh!).

Sabe quem estampava a nota de 100 cruzeiros? Olha como eram as cédulas antigas do Brasil

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