Nicola Merriman, 27, quase teve seu casamento arruinado por causa do vício de seu marido. O problema de Mark, 36, não era drogas ou alcoolismo, como na maioria dos lares desfeitos. Ele simplesmente era louco por sexo e não conseguia pensar em outra coisa. Com muito esforço e tratamento, o casal conta como conseguiu superar o problema.

No começo, Nicola até gostava da fartura de sexo, mas depois percebeu que atrapalhava. “Era como um filme pornô, nosso relacionamento era só isso”, conta ao “The Sun”. “É como comer seu alimento favorito todos os dias. Depois de um tempo, ele para de ser o seu favorito”, assinala.

O serralheiro Mark tornou-se obcecado em pornografia quando ainda era adolescente. Em vez de sair com amigos, ele passava todas as noites trancado em seu quarto assistindo a filmes adultos. “Tinha relações sexuais com um monte de garotas diferentes”, conta. 

Nicola conheceu Mark em fevereiro de 2002 e não demorou muito para ele iniciá-la no universo pornô. O casal teria relações sexuais pelo menos cinco vezes por dia e logo Mark encorajaria a esposa a assistir filmes adultos. “No começo eu não me importava, porque pensei que era divertido tentar algo um pouco diferente”, lembra ela. 

Os dois se casaram em 2005, mas, após o nascimento de seus dois filhos, Nicola viu as obrigações de uma mãe ocupada afetarem seu apetite sexual. “À noite, simplesmente, não queria ser incomodada, estava cansada. Foi quando começou a se tornar um problema”, conta.

Quando ela se recusava a ter relações, acabavam discutindo. “Eu sabia que ele estava me traindo”, conta Nicola. “Não é que eu queria. É como um vício em drogas – você tem que ir e saciar esse vício “, admite Mark. 

“Não havia nenhuma conexão entre nós. Nós não éramos um casal, éramos apenas duas pessoas juntas. Então eu terminei o casamento”, relata Nicola. A separação aconteceu em fevereiro de 2011. Foi aí que Mark decidiu procurar ajuda. “Eu estava perdendo a minha família, então tinha que fazer algo”, relata.

Ele passou por aconselhamento e descobriu como controlar seus desejos. O terapeuta disse a ele para não ter relações sexuais durante quatro ou cinco semanas e depois tentar fazer amor. “Foi muito difícil, mas isso me fez perceber que o vício em sexo não era saudável”, diz. Mark teve que reprogramar o cérebro para que a vida não girasse apenas em torno disso.

“Depois de seis meses, finalmente Mark percebeu que era a família que o fazia realmente feliz. “Eu precisava de Nicola e de meus filhos de volta”, acrescenta. Mark contou a Nicola que estava recebendo ajuda e, em fevereiro do ano passado, ela concordou em dar-lhe outra chance.

“Ele se livrou de seus 200 DVDs pornográficos e fez um esforço real”, comemora ela. “Há muito mais sentimento e emoção. Tornou-se mais do que apenas sexo. Agora, fazemos amor”, reforça Nicola.

Sem mais artigos