A Justiça russa começou nesta segunda-feira a prolongar por três meses a detenção preventiva dos 30 tripulantes do navio “Arctic Sunrise” do Greenpeace, entre elas a ativista brasileira Ana Paula Maciel, detidos por protestar no Ártico russo.

“O Tribunal acaba de prolongar até fevereiro a custódia do primeiro dos ativistas”, o australiano Colin Russel, assegurou à Agência Efe a porta-voz do Greenpeace, Yulia Prónina, desde a capital imperial.

Prónina destacou que o Tribunal Primorski de São Petersburgo tem até 24 de novembro para prolongar a custódia dos detidos, já que é então quando expira a detenção ordenada em setembro pelo tribunal do porto de Murmansk.

“Não duvidamos que o tribunal fará tudo o que foi possível para prolongar a custórdia”, disse.

Desta forma, os 28 ativistas do Greenpeace, mais um câmera e um fotógrafo independentes teriam que permanecer nas prisões russas até 24 de fevereiro.

Na sexta-feira passada, o Comitê de Instrução (CI) da Rússia adiantou sua intenção de prolongar a medida cautelar contra os tripulantes da embarcação, que agora são acusados de vandalismo por tentar invadir uma plataforma flutuante do consórcio russo Gazprom.

Em 12 de novembro, os detidos foram realocados em prisões preventivas de São Petersburgo, onde chegaram procedentes de Murmansk.

O Conselho de Direitos Humanos adjunto à Presidência russa, cujo presidente, Vladimir Fedotov, se reuniu com os detidos na sexta-feira, solicitou à Justiça que os deixe em liberdade provisória.

Enquanto isso, o “Arctic Sunrise” segue detido em Murmansk, aonde foi rebocado após ser aprisionado pela guarda-costeira russa em 19 de setembro no mar de Barens quando seus tripulantes protestavam contra a exploração do Ártico.

Os tripulantes do “Arctic Sunrise” procedem da Rússia, EUA, Argentina, Reino Unido, Canadá, Itália, Ucrânia, Nova Zelândia, Holanda, Dinamarca, Austrália, Brasil, República Tcheca, Polônia, Turquia, Finlândia, Suécia e França.

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