AHJ #2 - UNUSED

Não é sempre que a gente tem a oportunidade de conversar com um integrante dos Strokes (banda que dispensa apresentações, certo?). No caso, o músico é o guitarrista Albert Hammond Jr., que trocou uma ideia por telefone com o Virgula Música para falar de seu novo álbum, Momentary Masters, a ser lançado em 31 de julho nas principais plataformas online e lojas do mundo todo.

Gravado totalmente no estúdio que Albert tem em casa, no interior de Nova York, o disco possui dez faixas e foi mixado e produzido por Gus Oberg. A sonoridade não foge do que ele já fez em seus solos anteriores, Yours to Keep, de 2006, e ¿Cómo Te Llama?, de 2008, e por isso mesmo que tem agradado os fãs.

Na conversa, Albert nos contou um pouco sobre o disco e também sobre o seu modo de composição. Ele até revelou que está negociando vir ao Brasil em 2016 com sua banda solo para tocar no Lollapalooza (importante: a assessoria de imprensa do festival não confirma essa informação).

Claro que, desvirtuamos um pouquinho o papo, que era sobre o seu trabalho solo, e perguntamos a ele sobre os Strokes (óbvio, quem resistiria?). Só que o cara parece que não gosta muito de falar sobre a sua banda mais famosa. Mas, Albert é um gentleman e não fugiu da raia para responder. Quer saber mais? Se liga no bate-papo:

Vem, Albert!

AHJ #3 - COLOR - USED

Virgula Música: onde você buscou influências para compor o álbum Momentary Masters

Albert Hammond Jr.: Foi uma coisa que veio de dentro de mim. Somos como uma enciclopédia musical e quando fazemos um trabalho colocamos tudo para fora. Minhas influências sempre vieram do rock and roll e do punk, então minhas músicas vão soar mais ou menos como esses gêneros. E, finalmente tenho uma banda tocando comigo, o que ajuda nas composições. Estou bastante feliz com o resultado.

No vídeo de Losing Touch, você faz um jogo com a morte, que corre atrás de você. Qual é a mensagem do vídeo?

Pois é, a morte está vindo atrás de mim. No vídeo você pode ver que ela está sempre me seguindo e eu tentando escapar, não importa onde vou. Mas não sei lhe dizer se o clipe tem algum significado (risos). É tipo um jogo de vida mesmo.

A música Caught By My Shadow me lembrou bastante Arctic Monkeys, principalmente os timbres de guitarra. A banda de Alex Turner foi uma influência para o disco?

Não totalmente, mas eles são uma das bandas que mais ouvi nos últimos tempos. O meu catálogo de influências é gigantesco, passeio por vários estilos. No caso do Arctic Monkeys, eu penso que eles são um dos grandes representantes do que temos no rock hoje em dia.

Como é o seu processo de composição? Como você sabe que uma ideia serve para os Strokes ou vai para sua carreira solo?

Eu não sei, as coisas apenas acontecem. Quando eu levo uma ideia para os Strokes, ela automaticamente se torna da banda por causa das pessoas que estão tocando. Quando eu crio uma música com os integrantes da minha banda solo, ela fica diferente da que se fosse para os Strokes. Tudo depende com quem você está tocando. E o modo de trabalho das bandas são bem diferentes também.

Nos Strokes você apenas toca guitarra. Como é para você cantar também?

Acho que cheguei em um ponto que me sinto confortável fazendo essas duas coisas ao mesmo tempo. Mas demorou para isso acontecer.

E nos shows, as pessoas pedem músicas dos Strokes? Isso lhe incomoda?

Na verdade não me pedem, ou eu não as ouço pedindo (risos). Eles se divertem bastante com as minhas músicas e não se importam com o resto. É o que parece (risos).

Você acha que o fato dos integrantes dos Strokes terem projetos solos não enfraquece a banda?

Às vezes é bom termos esses outros trabalhos solos, e às vezes é ruim. Mas não necessariamente ruim, sabe? O que nós fazemos no nosso tempo fora dos Strokes não chega a afetar a banda.

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Falando dos Strokes, quando os fãs vão ter um material novo? Você pode adiantar algo?

Bom, por enquanto não temos planos. Ainda não temos feito nada para um novo álbum e nem estamos em estúdio.

E planos para tocar no Brasil? 

Estou tentando ir até a a América do Sul para tocar no Lollapalooza com a minha banda. Estamos em negociação com a organização do festival (vale lembrar que Albert estará no próximo Lollapalooza norte-americano, que será realizado no dia 2 de agosto, em Chicago). Também seria bem legal se conseguisse me apresentar em alguns shows solos, em locais pequenos, para as pessoas que não podem ir a grandes festivais. Das vezes que estive no Brasil, eu sai daí super animado, sempre querendo voltar. Espero que agora isso se realize.

AHJ Tapa

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