Delícia. Palavra que resume este homem. No papo com MC Solaar, deu pra perceber o motivo e intuito do “desenho do rap por novas linhas”. É interessante perceber como a música expressa estritamente aquilo que sentimos em relação ao mundo, e à nós mesmos.

“A nudez vulgar feminina, a violência e o consumo fazem a imagem do rap americano, mesmo assim, há algum bom músico, como o Eminem.” Afirmou o rapper, “mesmo sabendo que a música deles, não serve para os pobres” – parcela da população que deu origem ao gênero. Continuou.

Em certo ponto, houve a conclusão de que tudo quanto é música deve ter um nível de banalidade quando é tirada do guetos, para se tornar ícone da cultura pop. Ela de “desenraíza”, mas ganha força e abre para “o verdadeiro sentido roots” do gênero.

Quanto à tão esperada parceria com o Jazzmatazz e Guru, ele conta que não será agora, mas que mantém o contato e os considera “ótimos rappers”, sendo que já trabalharam juntos.

Para o músico, este ano foi um “Respiro”, deu apenas 10 shows em alguns países ao longo do período, para poder descansar.

“Reggae, yeah…” Cita Peter Tosh como grande influência, mesmo sendo ele um músico reggae roots. “Os ritmos se fundem em cima do palco.”

Sem mais artigos