Você consegue imaginar como deve ser ter que conviver durante toda sua vida sendo considerado o porta-voz de uma geração que você odeia? Bom, se você não imagina, o Bob Dylan explica como isso acontece. Em uma autobiografia, a ser lançada no mês de outubro, o músico conta que nunca suportou os hippies e que era um martírio ser considerado o símbolo da geração da década de 60.

“Queria colocar fogo nesses tipos”, diz um dos trechos de Crônicas: volume um. Esse e outros, excertos foram publicado na revista Newsweek. “O mundo era absurdo… eu tinha poucas coisas em comum com uma geração que não conhecia e da qual se supunha que eu fosse um dos porta-vozes”.

No livro, Bob Dylan tem seu momento ‘artista arrependido da fama’ ao dizer que gostaria de ter levado uma vida normal. Sim, sem tanto dinheiro, badalação, mulheres… “Sonhava com uma vida normal, trabalhar de 9 a 17 horas, ter uma casa com árvores, uma cerca de madeira pintada de branco e rosas no jardim”. Sei sei…

O livro, com 304 páginas, chega às lojas norte-americanas no dia 12 de outubro, com uma tiragem inicial de 250 mil exemplares.

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