O New Order, mítica banda da década de 1980 formado pelos membros do Joy Division, deixou de lado suas desavenças internas para lançar Total, uma coletânea de hits de ambos os grupos lançada nesta terça-feira (7).

Desde o sucesso indiscutível de Love Will Tear us Apart (Joy Divison) até a melodia de Bizarre Love Triangle (New Order), Total percorre cronologicamente a história das duas bandas, finalizando a viagem musical com Hellbent, música gravada em 2005, mas que permanecia inédita.

O projeto, proposto pela gravadora Warner, não chegou a entusiasmar Stephen Morris, vocalista da banda, que confessou à Agência Efe em Londres não gostar de compilações.

“Me superaram em número”, declarou, referindo-se à votação realizada entre os membros da banda para decidir o lançamento do disco.

A música inédita, Hellbent, foi composta antes que Peter Hook deixasse o grupo e declarasse que o New Order tinha acabado – uma afirmação contrária à opinião de seus companheiros.

“Peter Hook diz que nos separamos (…) mas isso implicaria um consenso entre todos. Steve e eu não nos separamos; Peter Hook se foi”, afirmou o guitarrista Bernard Summers.

O guitarrista ressaltou que a relação com Hook é “muito ruim” e, mesmo que isso não tenha impedido o lançamento da compilação, também não os deixou terminar as canções que se transformariam no novo álbum do New Order, cujo último disco, Waiting for The Sirens Call, foi lançado em 2005.

“Algumas canções precisam de novos elementos e é difícil fazer isso se não podemos estar os três na mesma sala”, disse Morris.

A possibilidade de lançar um novo disco depende também da composição de mais músicas, porque mesmo privilegiando qualidade sobre quantidade, Summers acredita que necessitam de pelo menos oito canções novas.

Morris declarou que o álbum “deve ser feito” mesmo que Hook não tenha terminado sua parte e Summers deixou no ar a possibilidade da banda voltar a se apresentar para seus fãs incondicionais.

“Não faz sentido lançar um disco e não fazer uma turnê”, opinou Morris, embora ambos declarem que não viajam como antes pela impossibilidade de conciliar a vida familiar com o trabalho de músico.

No entanto, “existe uma maneira”, segundo Summers, referindo-se a uma possível turnê europeia que permitiria aos músicos voltar a Manchester, cidade britânica onde moram e que está, por exemplo, “a apenas duas horas da Espanha em avião”

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