Show da banda Imagine Dragons-6747

(Créditos: Manuela Scarpa/Photo Rio News)

Podemos dizer que o U2, além de ser uma grande banda, é um bom professor. Seguindo a cartilha de Bono Vox e cia, que ensina como ser um artista carismático unindo música pop (dentro do rock) e mega shows, temos vários exemplos de bons pupilos. Alguns desses alunos já até se formaram com louvor, que é o caso do Coldplay, Keane, The Killers e o Muse. Agora, é a vez dos americanos do Imagine Dragons provarem que também merecem passar de ano. E, pelo showzão que o grupo do vocalista Dan Reynolds mostrou nessa noite e sábado (18), no Arena Anhembi, em São Paulo, pode ter certeza que eles estão tirando nota 10 em todas as provas.

Com o local lotado de adolescentes (e crianças acompanhadas dos pais) que gritavam histericamente como se estivessem frente à frente com o Justin Bieber, o grupo de Las Vegas fez bonito com o repertório calcado em seu mais recente disco, Smoke + Mirror (2015). Teve Shot, Trouble, I’m So Sorry e o novo hit I Bet My Life. Das ‘antigas’ rolou It’s Time, Demons, On Top Of The World, e claro, uma versão power da conhecida Radioactive no final, antes do bis. Também tocaram um cover de Forever Young, do Alphaville, em um momento em que apenas os adultos cantaram a música, enquanto os filhos ficaram ‘boiando’.

Dan, assim como Bonos e Chris Martins, esbanjou simpatia de bom moço; agradecia ao público o tempo todo, disse que o Brasil é o lugar do mundo que ele mais gosta de tocar, e esticou uma bandeira do Brasil com o maior orgulho. Seu rosto era de emoção e o sentimento de um cara que está experimentando o gostinho do ‘enorme’ sucesso pela primeira vez. Um fofo!

Show da banda Imagine Dragons-6825

(Créditos: Manuela Scarpa/Photo Rio News)

Vale lembrar que o Imagina Dragons tocou no Brasil em 2014, no festival Lollapalooza, e naquela época, um pouco menos conhecidos, já bombaram o palco em que se apresentaram e foi a maior comoção. Imagine agora, com suas músicas tocando nas rádios sem parar. Voltaram maior e mais forte. É mais um exemplo de que a faculdade U2 foi o caminho certo à seguir.

Se vão durar, só o tempo dirá. Provavelmente sim e só depende deles, pois o público já está na palma das mãos.

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