alok

(Crédito: Lucas Hamann)

Nas últimas semanas um assunto atormentou a vida do Alok. Uma das grandes revelações da cena eletrônica nacional e até mundial (ele acabou de apavorar no Rock in Rio Las Vegas e está com uma turnê agendada pela Europa), o DJ viu sua fanpage entupida de comentários agressivos por causa de um possível encontro musical com o maior funkeiro ostentação do Brasil, MC Guimê, que o Virgula Música antecipou em primeira mão, depois de uma entrevista com o ferinha de Osasco (leia aqui). Os fãs de Alok aparentemente reprovaram a ideia, resultando em uma grande polêmica nas redes sociais.

A gente foi trocar uma ideia com o DJ, que esclareceu os fatos: “Me impressionou ver o tamanho da intolerância que tomou conta das redes sociais, e isso me assustou. A música está aí para não ter paradigmas, não importa a classe social ou raça, ela está aí para todos, para quebrar barreiras. Eu, no lugar dos fãs, também ficaria confuso em ver um artista de techno se envolvendo com um de funk, mas rolou muito preconceito do pessoal da cena eletrônica em relação ao Guimê. Eu fui criado nas raves, sofri o preconceito de que a música eletrônica é associada às drogas, e, de repente, as pessoas dessa cena exercem o mesmo preconceito com relação a outra vertente. Já começaram a imaginar que eu iria fazer funk. Me sinto honrado em saber que ele tem interesse em fazer algum trabalho comigo, pois significa que o meu som está se expandindo e chamando a atenção de outras vertentes. Mas, se rolar ou não, eu tenho a minha personalidade e jamais faria um techno ostentação. É uma coisa que foge do meu padrão musical. Seria mais uma colaboração em algum eventual trabalho.”

Sente a vibe do encontro dos dois no Tomorrowland Brasil:

Sem título

(Crédito: Reprodução Instagram)

O assunto tomou tanta proporção na net que até uma música falsa, Afterhours, juntou os dois e foi parar no Youtube, gerando mais de 50 mil views. E o que o Alok acha disso? “O cara que fez a música fake até tem potencial para fazer coisas legais e seguir uma carreira, mas ele desperdiça o talento e o tempo dele com essas coisas banais. Depois, lá na frente ele não pode se questionar por que a carreira dele não deu certo. As pessoas acabam pensando muito no alheio e não nelas mesmas”, conclui o DJ, que acaba de lançar a sua própria gravadora, a Up Club Records, justamente para descobrir e jogar novos talentos do eletrônico nesse mundão.

Bom, se essa parceria vai tomar vida um dia (ou não), a gente do Vírgula torce para que ela seja do caralho e destrua qualquer paradigma entre gêneros. Enquanto isso, a carreira do DJ segue a mil, com shows todo fim de semana. E a do Guimê também.

Manda ver, Alok!

11234979_926808967375285_740508958183726412_n

(Crédito: Alisson Demétrio/ Reprodução Facebook)

Sem mais artigos