Chico Science em NY, em 96

Chico Science em NY, em 96

Nesta quinta (2), a morte de Chico Science completa 20 anos. Ídolo da geração 90 e profeta do mangue, Chico era uma pessoa determinada, segundo o produtor que foi um dos principais responsáveis pelo seu estrelato relâmpago. “Era um cara que não recusava trabalho”, afirma o produtor Paulo André ao Virgula. O “dono” do festival Abril Pro Rock foi uma espécie de nono integrante da Chico Science & Nação Zumbi e acompanhou a passagem meteórica de Chico pela música brasileira e mundial.

Chico Science

“O cara é o que a gente chama aqui de maloqueiro. O Chico só conseguiu ser o que foi porque ele era maloqueiro do subúrbio. Maloqueiro no bom sentido, não é nos sentido de mala. Maloqueiro no sentido de malandragem, de convivência com o subúrbio e com a própria música do subúrbio, de quando ele era b-boy nos anos 80. Essa maloqueiragem do bem é que fez ele ser o que era”, avalia Paulo, dono se uma memória prodigiosa.

Veja em nossa galeria algumas histórias sobre Chico contadas pelo produtor.

Tudo que você sempre quis saber sobre Chico Science

Paulo André conta que a Sony segurou o segundo disco da banda, Afrociberdelia, por seis meses após recepção morna de rádios, tanto do primeiro disco, quanto do single Manguetown.
Chico, H.D. Mabuse e Jorge du Peixe
Chico, Fred Zeroquatro, Valentina, Du Peixe, Pupillo, Júnior Areia, Raquel Lima, Renato L — com Zeroquatro Montenegro, Jorge du Peixe, Pupillo e Renato Lins
Lúcio Maia, Chico Science, Alexandre Dengue e Vinicius, Orla Orbe. Final da década de 80
Caranguejo, ícone do mangue
Chico e Jorge du Peixe
Chico Science
Lenine e Chico Science
Chico Science
Chico Science
Fred 04, Marcelo Pinheiro, Mestre Meia Noite, Chico Science e Marco Molina na gravação do clipe Maracatu de Tiro Certeiro
Loustal, banda anterior à Nação Zumbi, ensaiando no espaço Daruê Malungo
Chico Science

 

 

De b-boy a poeta do mangue, Chico Science era "maloqueiro" e nunca recusava trabalho

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