Famosa nos anos 1970 e 1980, a banda Dead Kennedys anunciou uma turnê pela América do Sul para celebrar os 40 anos de carreira. Mas fora os concertos, o que realmente chamou a atenção foi o pôster divulgado para as quatro apresentações que o grupo de punk rock fará no Brasil.

Na arte feita pelo designer Cristiano Suarez, aparece uma família fantasiada de palhaços, empunhando fuzis e vestidos com camisas da seleção brasileira. A imagem, que traz tanques de guerra e uma favela ao fundo, tem um menino dizendo a frase: “Eu amo o cheiro de pobres mortos de manhã”.

“O tipo de trabalho que dá orgulho de fazer! Dead Kennedys sempre foi minha banda de Hardcore predileta, desde a época que pichava as carteiras da escola”, escreveu o artista em suas redes sociais.

Por conta da arte, o nome da banda e do artista ficaram entre os primeiros trending topics do Twitter com muitos elogios e críticas por parte de outros usuários das redes sociais nesta segunda-feira (22). O cantor Marcelo D2 exaltou o trabalho por meio de sua rede social. “Olha a arte da tour do DK no Brasil …. voltamos aos anos 90 mesmo”, escreveu. Badauí, vocalista do CPM22, também elogiou o desenho.

A banda fará quatro shows no Brasil no mês de maio após passar por Paraguai, Uruguai e Chile. O primeiro será no Circo Voador, no Rio de Janeiro, no dia 23, o segundo no Tropical Butantã em São Paulo, no dia 25, o terceiro em Brasília no dia 26, no Toinha Brasil Show, e o último em Belo Horizonte, no Mister Rock, marcado para o dia 28 de maio.

Música vs política: 20 grandes álbuns de protesto

A banda irlandesa é um ícone das questões de engajamento, especialmente pela atuação do vocalista pacifista Bono Voz.
Composto durante os anos de chumbo da ditadura militar, no começo dos anos 70, este disco traz Chico falando mais abertamente sobre exílio e os problemas sociais do país.
O Ultraje a Rigor, muito antes de Roger se tornar porta-voz dos antipetistas, já criticava a política brasileira na clássica Inútil.
O Rage Against The Machine trabalha com questões sociais em suas letras.
Os Racionais são ícones da música de protesto e mostram que elas sobreviveram ao fim da ditadura.
M.I.A é um nome atual que inclui questões políticas nas suas músicas,.
O Midnight Oil traz questões ecológicas em suas letras.
Já o Sly and The Family Stone mergulha na questão dos negros e da iguldade racial.
Este disco é um clássico do protesto no Brasil durante a ditadura.
O punk já foi bastante politizado e o The Clash simboliza bem essa corrente.
Os caras do Public Enemy são espécie de Beatles do rap
Show Opinião é outro álbum clássico da luta da MPB contra a ditadura.
O metal também pode falar de temas político, é o que comprova o Megadeth.
Como as bandas punks das antigas, o Green Day alia consciência e distorção.
Álbuns políticos - Plebe Rude
Álbuns políticos - Moby
Álbuns políticos - Ice Cube
Álbuns políticos - Fela Kuti
Álbuns políticos - Erykah Badu
Álbuns políticos - Dead Kennedys

Dead Kennedys anuncia shows no Brasil com pôster polêmico; veja

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