Há 21 anos, Destiny Hope Cyrus nascia em Nashville. Ela cresceu com o seu pai, o cantor de country music Billy Ray Cyrus, a chamando de Smiley, graças à sua personalidade sempre bem-humorada e feliz. O apelido de infância virou seu nome artístico, Miley Cyrus, e mais tarde, em 2008, foi oficializado em sua carteira de identidade (seu nome do meio, em homenagem ao pai, é Ray).

Miley Cyrus acaba de atingir oficialmente a maioridade americana. E a garota já tem muita história pra contar, apesar de só ter um pouquinho mais do que duas décadas de vida. Veja alguns dos momentos mais marcantes e bafônicos na vida desta cantora que já pode ser considerada uma veterana aos 21 anos.

Pássaro selvagem?

Em 2010, Miley lançou o álbum Can’t be Tamed. E, com a música título, ela tentou mandar um recado para o público. Ela não poderia ser domada, mudada, adestrada, sei lá mais o quê. A maior parte do público não entendeu a mensagem, mas Miley se esforçou. No clipe de Can’t be Tamed, que, convenhamos, tem uma bela fotografia, ela é um pássaro raro “pela primeira vez em cativeiro”. Mas a guria escapa das grades para dar uma voltinha pelo museu em que está sendo exibida com seus coleguinhas passarinhos (mas que me lembram mortalmente os zumbis de Thriller). Dá uma olhada:

 

Vocês realmente chamaram aquilo de pole dance?

Em uma galáxia muito distante, também conhecida como o ano de 2011, Miley ainda estava fortemente associada à imagem de Hanna Montana, personagem que a levou ao reconhecimento nos EUA. As pessoas do país viram a garota crescer, e cada passo que ela dava era constantemente vigiado e censurado (ainda é, aliás). E a patrulha não-faça-isso-Miley ficou horrorizada com a “”pole dance”” que a garota “”executou”” ao apresentar o single Party In The USA no Teen Choice Awards. É claro que ninguém pareceu reparar que o poste era apenas um apoio, considerando que ela estava em cima de um carrinho de sorvete que logo começaria a andar. Para ver o momento polêmico, passe para 2:43 minutos.

 

A longa lista das reclamações por Miley estar vestindo roupa de menos

Miley provavelmente tem um álbum muito grande cheio de todas as fotos que ela já tirou na vida e fez com que as pessoas reclamassem por ela estar com pouca roupa ou em qualquer tipo de pose considerada mais sensual. De selfies a photoshoots para revistas, Miley é um prato cheio pra quem acha que se preocupar com o quanto a garota mostra do corpo leva alguém a algum lugar. Uma coisa é certa: Miley não dá a mínima pro assunto. E, só pra provar o ponto, vamos nos lembrar do ensaio fotográfico produzido pelo celebrado fotógrafo Terry Richardson este ano:

 

Miley cortou o cabelo. E fez tatuagens. E descoloriu as sobrancelhas (essa é nova)

Não é só com o que Miley mostra do próprio corpo que tem muita gente preocupada por aí. O que ela faz com o próprio corpo também tem espaço na pauta de discussão cotidiana do público. Ela tem 21 tatuagens espalhadas pelo corpo (a última foi o desenho do rosto da avó materna), mas isso não choca mais. O que realmente deixou todo mundo de boca aberta foi quando, em agosto do ano passado, a garota cortou o cabelo no estilo joãozinho (e doou as madeixas para uma instituição que cuida de pessoas com câncer, diga-se de passagem). O último update no visual que Miley deu foi descolorir as sobrancelhas, como ela mostrou em fotos publicadas no instagram nesta quinta-feira (21). É, Miley, me desculpe, mas esta última foi realmente bizarra.

 

E vocês reclamaram do pole dance… E agora que tem martelo e twerk?

Os papais e mamães que ficaram horrorizados com o “””pole dance””” em 2011 realmente não sabia o que estava vindo pela frente. Já que eles não captaram o recado com Can’t be Tamed, Miley Cyrus fez questão de se fazer entender de forma bem clara com a divulgação do seu álbum Bangerz, que chegou às lojas neste ano. No clipe de We Can’t Stop, o primeiro single lançado, ela cortou a tornozeleira eletrônica que a vigiava e pôs em prática o lema party hard, com twerks, ursos de pelúcia gigantes amarrados às costas, e dancinhas sexy e sei lá mais o quê. Mas o que polemizou mesmo foi o clipe da dolorida Wrecking Ball. Motivos: Miley sensualizando, um martelo sendo lambido e a garota nua em cima de uma bola de demolição (ou wrecking ball, rere). Não que a gente veja realmente alguma coisa na “nudez” de Miley, mas, enfim. O clipe de Can’t Stop tem bem mais coisas que podem ser consideradas atentados à moral e aos bons costumes, mas como não tinha o atrativo de “Miley pelada no clipe, corrão” não causou um buzz tão forte quanto o single que a sucedeu. Ah, e também tem a apresentação dela no VMA. ~Interpretando~ a música Can’t Stop e acompanhando Robin Thicke em Blurred Lines, ela deu muito material pra conversa dos americanos, seja pela língua sempre de fora ou pelo twerk com Thicke.

 

E a guria ainda canta!

É incrível o quanto as pessoas parecem ser esquecer disso de vez em quando (às vezes até a própria parece esquecer), mas Miley tem uma bela voz e sabe usá-la. Ela vem mostrando isso a cada apresentação de Wrecking Ball – ainda que na maior parte das vezes este fato seja ofuscado pelas roupas que ela usa durante as performances ou pelo baseado que ela pode fumar depois (EMA 2013 que não me deixa mentir). Mas, se você não gosta do pop que ela trouxe ao longo de sua carreira, você pode procurar alguns de seus covers. Ela fez uma poderosa versão do clássico country Jolene em 2012 e neste mês entregou uma bela interpretação de Summertime Sadness, da musa indie Lana Del Rey. Ainda não se convenceu? Ouça ao cover que ela fez da música You’re Gonna Make Me Lonesome When You Go, de Bob Dylan:

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