O astro britânico da música pop Elton John retomou na quarta-feira uma batalha judicial milionária contra a firma que fazia sua contabilidade, a PricewaterhouseCooper, por gastos de turnê que ele acredita nunca terem sido pagos.

Sua apelação é a continuação de uma audiência na corte superior do ano passado, quando John revelou detalhes de seu estilo de vida extravagante depois de processar sua empresa de contabilidade por negligência no manejo de suas finanças.

John ficou devendo o estimado em 11,8 milhões de dólares em gastos judiciais depois de perder o complexo caso em que buscava recuperar 20,6 milhões de dólares de custos e de investimentos de turnês pelo exterior.

Também processou sem sucesso Andrew Haydon, ex-diretor gerente de John Reid Enterprises Ltd, que se encarregou dos assuntos do cantor durante muitos anos, alegando que a companhia deveria ter pago os gastos de viagens.

O advogado de John, Mark Howard, disse à corte de apelações de Londres que o cantor, que não recorreu ao tribunal, intentava reabrir seu caso contra a firma de contabilidade, alegando que a falha da empresa em lhe informar sobre a situação resultou na perda da capacidade de recuperar dinheiro de seu ex-representante.

“Os custos totais de Sir Elton somam um pouco menos de sete milhões de libras. Ele alegava que essa soma incluía os investimentos”, disse Howard.

No caso esclarecido na corte no ano passado, o investimento foi estimado em pelo menos outros sete milhões de libras.

Durante o caso em 2001, a corte escutou detalhes do estilo extravagante de vida de John. Ao juiz foi contado como o cantor gastou quase 26 milhões de dólares em um período de 20 meses, incluindo a compra de flores por um valor de 200 mil dólares.

John tem quatro mansões luxuosas e paixão por carros antigos, jóias, festas e roupas chamativas.

O músico vendeu mais de 100 milhões de álbuns durante sua longa carreira e alcançou o status de astro com sucessos como “Candle in the Wind” e “Goodbye Yellow Brick Road”.

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