O Terno foi uma das atrações do festival Rec-Beat /Filipa Aurélio

Dias atrás, eu li em alguma rede social sobre a saudade da sensação de estar em um show e, depois que a apresentação acabar, bater um sentimento do tipo “Eu tenho que ir embora? Depois de tudo isso? Como que vou seguir?”. É realmente essa sensação que faz falta. Lives são boas, mas nada se compara a escutar as músicas que você gosta ao vivo, como uma energia coletiva. Porém, essa sensação que eu não sentia a muito tempo, voltou depois de ver a apresentação da banda paulistana O Terno no festival Rec-Beat.

Tim Bernardes, Biel Basile e Guilherme D’Almeida se apresentaram no Viaduto Santa Ifigênia, no centro de São Paulo, entre ruas e prédios históricos, como o famoso Banespão, eles cantaram sucessos e principalmente as faixas do álbum <atrás/além>. Os frames, a qualidade do som, o cenário, tudo contribuiu para que o espectador não desgrudasse o olho da tela, seja para cantar junto, seja para observar cada detalhe do show.

Com as pessoas passando de fundo normalmente, sem parar para assistir até porque não é possível se aglomerar, é como se O Terno, em meio ao caos, no olho do furacão, conseguisse transmitir um momento de paz e alegria para as pessoas. 

O <atrás/além> fala de finais, recomeços, balanços e retomadas. Esse álbum nunca fez tanto sentido para momentos como esse.  A banda, sem tocar mais de um ano, se mostrou mais entrosada do que nunca. Sem a possibilidade dos metais e do couro presentes no show da última turnê, O Terno se adaptou bem, e mostrou que mesmo com a distância que é possível tocar as pessoas.

Sobre o Rec-Beat:

O Rec-Beat é um festival de música que acontece durante o carnaval em Recife. Neste ano, na edição online, foram transmitidos diversos shows por pontos turísticos de Recife e São Paulo. Entre as apresentações estão: O Terno, Céu, Luiza Lian, Ilú Obá de Min e mais. A transmissão completa está no canal do YouTube do festival.

 

Confira a apresentação da banda O Terno:

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