Finalmente a Europa está conhecendo o Frank Zappa de Lençóis Paulista. Em sua primeira turnê internacional, Rafael Castro está passando por Londres, Bruxelas, Paris, Barcelona e Lisboa até o dia 27 deste mês. 

“Aqui rola uma mistureba danada. Em todos os países tem tanto estrangeiro quanto local, então você consegue achar uma infinidade de sonoridades. Ainda estamos meio perdidos com tanta coisa, mas tamos nessa de explorar e se aventurar”, afirma ele ao Virgula Música.

Multi-instrumentista autodidata, Rafael compõe os arranjos de todos os instrumentos de suas músicas. Em seis anos de carreira, lançou oito discos e passa por momento de descoberta na Europa, recentemente suas músicas foram incluídas nas coletâneas New Sounds of São Paulo, do portal Sounds and Colors, da Inglaterra, no Dossier Ciudade Y Cultura: São Paulo, da revista Zona de Obras, da Espanha, e em gravação para o videocast francês La Blogothéque, da França.

Na turnê, Rafael tem se apresentado em formato de power trio com Fabiano Boldo (baixo) e Samuel Fraga (bateria).


Cartaz da turnê, primeira de Rafael no gringa

Como vocês classificam seu som na Europa e qual é o perfil do público nos shows?

Quando perguntam dizemos que é rock’n’roll brasileiro que é justamente o que é mesmo. Depois quando ouvem dizem “ah, mas é tipo um mix!” e isso também é verdade. O público é bastante variado. Tem gente que ouviu o som e foi conferir, gente que vai no lugar sem saber e fica curtindo o show e, claro, vários brasileiros que se ligaram nas divulgações e levam a turma pra agitar com a gente.

Pelo que vocês sentiram até agora, o que está rolando de tendência entre as bandas de rock/pop alternativo e que tem entrado nas coletâneas junto com som do Rafael?

Aqui rola uma mistureba danada. Em todos os países tem tanto estrangeiro quanto local, então você consegue achar uma infinidade de sonoridades. Ainda estamos meio perdidos com tanta coisa, mas tamos nessa de explorar e se aventurar.

“Uma das coisas mais interessantes é fazer um show cantando em português e saber que pouco se entende das letras”, diz o músico de Lençóis Paulista

É a primeira turnê na Europa? O que esperam trazer na bagagem após esses shows?

Sim! Essa é a nossa primeira turnê internacional. Uma das coisas mais interessantes é fazer um show cantando em português e saber que pouco se entende das letras, daí a gente acaba desenvolvendo muito a interpretação, sentindo melhor a música por si só e muitas vezes levando a coisa pro lado corporal, ressignificando a importância do que é letra, música e expressão. Esse aprendizado é realmente joia!

Na sua concepção, que características um show deve ter para ser bom?

O mais importante é o artista ter sempre em mente a questão “será que meu show é chato?” Ninguém aguenta mais chatice; de resto vale tudo e tudo funciona.

De que maneira esperam que as pessoas saiam dos seus shows?

As pessoas geralmente saem muito empolgadas do show, como se estivessem encantadas. O quesito novidade ajuda, eu acho. Chega fresquinho e envolve bonito. Mas pra responder a pergunta diretamente, esperamos que as pessoas saiam animadas pra beber e celebrar com a banda no próximo bar.

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